sexta-feira, 2 de maio de 2025

Deus pode criar uma pedra tão grande que não possa segurar?


Essa pergunta é um paradoxo clássico, que ao longo dos últimos séculos foi frequentemente usado para questionar a onipotência de Deus, e até mesmo sua existência. No entanto, esta antiga pergunta parte de uma premissa equivocada sobre a natureza da onipotência divina, onde o grande problema está na pergunta e não na resposta.

A onipotência de Deus não significa que Ele pode fazer coisas que são logicamente contraditórias. Deus pode fazer tudo o que é coerente com Sua própria natureza e com a lógica que Ele mesmo estabeleceu. Criar uma pedra tão grande que Ele mesmo não possa segurar seria uma contradição, assim como um "círculo quadrado" ou um "casado solteiro". 

Deus é Todo-Poderoso, mas isso não significa que Ele pode fazer coisas absurdas. Como diz a Escritura, Ele não pode negar a Si mesmo ou se contradizer (2 Timóteo 2:13) nem mentir (Tito 1:2). A verdadeira onipotência não se mede por paradoxos sem sentido, mas pelo fato de que Deus tem poder absoluto sobre todas as coisas reais e possíveis. Onipotência tem haver com Soberania: Não há nada que Ele queira fazer e não possa. 

Rev. Helton de Assis

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

3 motivos pelos quais as igrejas da teologia da prosperidade atraem tantas pessoas:


1. A mensagem é predominantemente antropocentrica e comovente. As liturgias dessas igrejas são feitas para atrair as pessoas , massageando seus egos e proporcionando entretenimento. O diabo é culpado por quase tudo que dá errado na vida dos fiéis. Fala-se pouco em pecado e arrependimento. Aliás, tal pecado é mais encarado como doença, do que como escolhas de nossa responsabilidade. Enfatiza-se os méritos do homem e a força do seu braço, minorando a soberania e glória de Deus. 

2. Apelam ao emocionalismo. Usa-se técnicas de hipnose, Programação Neurolinguística, palavras de efeito e no final chama tudo isso de unção. 

3. Alimentam o  imediatismo. Para que tanta labuta estudando e trabalhando duro, se minha fé pode proporcionar tudo isso de uma forma bem mais fácil? E cá entre nós... Aqui no Brasil o solo é bem fértil pra esse tipo de pregação.

Ou seja, em poucas palavras: fazem sucesso, porque oferecem um cristianismo ao gosto do freguês. Uma mensagem que o povo gosta de ouvir. Mas que no final, só me faz lembrar do ilusório e perigoso canto da sereia. 

Helton de Assis




terça-feira, 13 de dezembro de 2022

O CRISTÃO E A PRÁTICA DO BEM (REFLEXÃO DEVOCIONAL)


 Portanto, tudo quanto quereis que as pessoas vos façam, assim fazei-o vós também a elas, pois esta é a Lei e os Profetas. (Mateus, 7.12)

Uma das tendências mais crescentes do mundo atual, é a frieza cada vez maior das pessoas uma com as outras. O calor humano e o amor, vão perdendo espaço, dando lugar a um estilo de vida coletivo focado em bens materiais , correrias do mundo profissional, contas à pagar,  prazeres carnais e smartphones. As relações cada vez menos duradouras e movidas por interesses pessoais. As brigas cada vez mais frequentes e o papo cada vez mais breve. 

Perdemos cada vez mais a capacidade de amar ao nosso próximo . Hospitalidade, caridade e compaixão são reservadas para pessoas consideradas ingênuas . 

Nesta contramão vem o ensino do Mestre Jesus: independente da frieza e do egoísmo que vemos ao nosso redor, precisamos responder a tudo isso com humildade e obediência. E é exatamente em Cristo, que encontramos o modelo a seguirmos.

Aos seus discípulos, ensinou na pratica o real serviço, lavando seus pés. Aos desamparados,  ofereceu sua compaixão. Para as multidões, olhou com piedade. Quando um dos seus o negou triplamente, Ele perdoou e restaurou. Para as crianças e mulheres, deu a sua atenção. A pescadores analfabetos, transformou em grandes líderes. Ao Pai Celeste se submeteu totalmente.

Ah, se tratasse-mos uns aos outros conforme Cristo nos ensinou!  

Para que isso aconteça , é indispensável o exercício da empatia, da gentileza e da compaixão. E não é dificil aprendermos a lição! A regra é simples e objetiva:

Fazer para o outro sempre o que gostaríamos que fizemos por nós. Tratar ao próximo sempre da mesma forma que gostaria de ser tratado . E se você ainda tiver alguma dificuldade, basta se perguntar: Em meus passos, o que faria Jesus?

Deus te abençoe! 


 Helton de Assis Freitas


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

CIENTISTAS DE DEUS

  




       Em muitos círculos acadêmicos existe um forte preconceito para com a relação dos cristãos com a ciência. Há, inclusive, quem afirme que um bom cientista não pode ter crenças religiosas. Infelizmente, ainda é comum se escutar frases como  “Fé e ciência são duas coisas antagônicas”, “A ciência é algo para os fortes, fé é para os fracos”, “A fé atrapalha o desenvolvimento da ciência”, e assim por diante... Mas a verdade é que falas desse tipo originam-se de desinformação ou mesmo de preconceito.

 

Se observarmos a história da ciência moderna, constataremos que muitos cientistas famosos acreditavam em Deus, e boa parte eram fervorosos defensores da fé cristã. Entre os grandes nomes da ciência moderna muitos cristãos devotos podem ser encontrados. Entre estes podemos citar: o matemático Blaise Pascal (pai da ciência hidrostática), Robert Boyle (pai da química moderna), o gênio Isaac Newton (considerado por muitos como o maior cientista da história), Gregor Mendel (pai da genética), Michael Faraday (um dos pioneiros nos estudos de eletromagnetismo e eletroquímica), o medico e químico francês Louis Pasteur, entre tantos outros.

 

        Chegando aos nossos dias, em pleno século XXI, inúmeros cristãos também tem se destacado nos mais variados campos da ciência. Para decepção de vários céticos, que na virada do milênio afirmaram que a partir dali a religião iria perder cada vez mais adeptos e que a tecnologia iria ocupar paulatinamente o lugar da fé. Contudo, ao chegarmos na terceira década do século XXI, percebemos que a fé cristã ainda permanece forte na grande maioria dos países. É claro que em algumas partes do globo o agnosticismo e o ateísmo ganharam muita força nos últimos anos (como por exemplo, nos países do norte da Europa). Contudo é importante observar que o contrário vem ocorrendo em outras partes do mundo; basta ver o grande crescimento do cristianismo no leste da Ásia e no sul da África onde os adeptos da fé cristã tem se multiplicado de forma surpreendente com o passar dos anos. 

        Quando olhamos para ciência atual, vemos com facilidade a participação de inúmeros intelectuais cristãos, atuando nos mais variados campos do saber. Podemos destacar entre estes: Francis Collins (ex-diretor do Projeto Genoma), o filósofo estadunidense Alvin Platinga, a renomada astrofísica da NASA Jennifer Wiseman, o premiado neurocirurgião Ben Carson, o químico brasileiro Marcos Eberlin, o neuroimunologista inglês  Alasdair Coles, entre muitos outros...

        Destarte, vemos que ao contrário do que muitos equivocadamente afirmam, a fé não é algo para alienados ou ignorantes. Não há incompatibilidade alguma entre você ser um cristão e ao mesmo tempo contribuir com as boas pesquisas cientificas que visam melhorar a vida das pessoas. Como já diz uma frase bem conhecida: Jesus morreu para tirar os nossos pecados, e não a nossa inteligência! 

Helton de Assis Freitas, tem 32 anos, é educador, historiador e missionário da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em teologia pela Faculdade Evangélica do Nordeste e em História pela UFPB. 

sexta-feira, 17 de abril de 2020

COMO SE FAZIA PARA ILUMINAR AS NOITES QUANDO NÃO HAVIA ENERGIA ELÉTRICA?








Séculos antes da invenção da primeira lâmpada, antes mesmo da chegada dos portugueses, os povos indígenas que habitavam o território que hoje chamamos de Brasil, utilizavam a luz do fogo e a claridade da Lua como forma de iluminar suas noites. Além das fogueiras, não existe vestígios de outra forma de iluminação artificial no Brasil pré-cabralino. O fogo era importante não apenas para proporcionar iluminação, mas também era um importante recurso para espantar animais selvagens, cozinhar alimentos e fornecer calor nas noites mais frias. O fogo também era sagrado para muitos grupos, sendo utilizado em cerimonias tradicionais e práticas religiosas.


O missionário e escritor francês Jean de Léry (1534-1611) que junto com o almirante Villegagnon participou da invasão do Rio de Janeiro em 1557, deixou-nos uma vívida narrativa sobre o emprego do fogo pelos índios brasileiros:

São os selvagens muito amigos do fogo e não pousam em nenhum lugar sem acendê-lo, principalmente à noite, pois temem então ser surpreendidos por Ayugnan, o espírito maligno, que, como já disse, amiúde os espanca e atormenta. (LÉRY, 1980, p. 303)

Com os colonizadores europeus chegam ao Brasil algumas formas de iluminação que já há muito tempo eram utilizadas no velho mundo, mas que se constituíam uma novidade para os nativos da América, como foi o caso das lamparinas, candeeiros e as velas. Tais recursos funcionam à base de ceras e óleos vegetais ou animal.  O óleo de oliva era um dos mais utilizados, mas, como era fabricado somente na Europa, tinha altos custos, tornando sua utilização exclusiva da elite colonial. De acordo com Ana Aver (2013), com o alto custo do óleo de oliva, rapidamente ele foi substituído por outros óleos fabricados no Brasil, como o óleo de coco e principalmente o de mamona (conhecido também como carrapateira).

 Posteriormente, surgiu óleos derivados de gordura animal (principalmente de baleias) e foram fabricadas velas feitas de gorduras e de cera de abelha (produtos que em razão do alto preço, também não eram utilizados nas residências da população pobre).

Já no Brasil Oitocentista, é interessante destacar que nesta época popularizam-se os combustíveis fósseis. Estes combustíveis – que mais tarde se tornariam fundamentais para muitos  aspectos da vida nos séculos XX e XXI – tiveram seu primeiro uso comercial girando em torno da luz.  As novas lâmpadas á base destes combustíveis (cujo principal era o querosene), possuíam claridade muito maior do que qualquer vela jamais fora antes e tinham um valor muito mais acessível.

Acerca destas, cada vez mais populares lâmpadas, o historiador norte-americano Steven Johnsson (2015), autor de importantes pesquisas sobre o impacto histórico da tecnologia no cotidiano, afirma que sua popularização impactou a civilização nas mais variadas áreas, inclusive no que diz respeito à informação e a imprensa: “seu brilho mais intenso incentivou a publicação de revistas e jornais da segunda metade do século XIX, já que as horas escuras depois do trabalho tornaram-se cada vez mais compatíveis com a leitura”.

 Coincidentemente, nesse período de crescente iluminação, surgiram vários jornais de influência no Brasil oitocentista, como o carioca Diário do Rio de Janeiro (1808); o pernambucano Diário de Pernambuco (1825); e os paraibanos Jornal da Parahyba (1885) e A União (1891).

 É interessante observar, que por outro lado, tais lâmpadas também provocaram explosões literais: milhares de pessoas morriam a cada ano por incêndios originados nas luzes de leitura.  Apesar dos avanços, a luz artificial ainda era algo muito limitado, e hábitos como ler depois do anoitecer ainda era sinônimo de luxo.

Outro historiador norte-americano, Roger Ekirch, destaca que até o século XIX, as noites eram tão opressivas que os cientistas agora acreditam que até mesmo nossos antigos padrões de sono diferiam radicalmente comparados aos padrões atuais sob influência da onipresente iluminação noturna. Em 2001, Ekirch publicou um estudo notável, inspirado em centenas de diários e manuais de instrução, argumentando, de forma convincente, que:
“Historicamente os seres humanos dividiram suas longas noites em dois períodos de sono distintos. Quando a noite caía, eles adormeciam para um “primeiro sono”, despertando após quatro horas para fazer um lanche, fazer suas necessidades fisiológicas, ter relações sexuais ou conversar junto ao fogo, antes de voltar para mais quatro horas de “segundo sono”.(Apud, Johnson, 2015, p.113)

Ekirch, em sua obra mais conhecida “At Day’s Close”,  argumenta que os avanços tecnológicos relacionados a iluminação artificial a partir do século XIX interrompeu esse antigo ritmo, abrindo-se toda uma série de atividades modernas que podiam ser realizadas depois do pôr do sol, variando de teatros e restaurantes até o trabalho nas fábricas.  Após anos de investigação Ekirch defende que o processo de um único bloco de oito horas de sono contínuo, que é o mais comum entre os citadinos do século XXI,  foi desenvolvido por costumes do século XIX, em adaptação a uma drástica mudança no ambiente iluminado dos assentamentos humanos.

Referências Bibliográficas:

EKIRCH, Roger. At Day's Close: Night in Times Past. New York: W. W. Norton & Company, 2006.
FURTADO, Peter. 1001 Dias que Abalaram o Mundo. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.
JOHNSON, Steven. Como chegamos até aqui: A história das inovações que fizeram a vida moderna possível. São Paulo, Zahar, 2015.

LÉRY, Jean de. Viagem à terra do Brasil. São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo. 1980.

O texto acima é parte da monografia apresentada ao Curso de Licenciatura Plena em História, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba, intitulada  "A CHEGADA DA ENERGIA ELÉTRICA NA CAPITAL PARAIBANA E SEU IMPACTO NO COTIDIANO DA POPULAÇÃO",  de autoria de HELTON DE ASSIS FREITAS, editor deste blog.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

A MERCANTILIZAÇÃO DA FÉ GANHANDO NOVAS ROUPAGENS




Era uma bela tarde carioca em 04 de outubro de 1974. O Maracanã, conhecido como o templo do futebol mundial, estava repleto de pessoas dos mais variados credos e classes sociais que aguardavam para escutar um pregador vindo de muito longe e que não cobrava um só centavo para proclamar sua mensagem. Seu nome era Billy Graham, o maior evangelista da história. Sentados ou em pé todos ali (incluindo o então presidente da república Ernesto Geisel) estavam prestes a ouvir uma pregação cujo título era “O carnaval da Morte”. Billy Graham, com a ajuda do renomado interprete Walter Kaschel, levou uma mensagem que não visava massagear o ego dos ouvintes ,  mas sim tratar das consequencias do pecado e da necessidade de arrependimento e transformação de vida de todos que estavam à escuta-lo.  Houve centenas de conversões genuínas naquela tarde.  No dia seguinte o maracanã encheu como nunca, abrigando quase 250 mil pessoas. Isso tudo, como falei,  sem envolver a cobrança de um centavo sequer à multidão.

João Pessoa, 2019.  O maior teatro da cidade recebe um outro pregador. Só que, diferente de Billy Graham, para ouvi-lo precisamos desembolsar o valor de um ingresso  que pode chegar a 100 reais.  Sua mensagem, de cunho antropocêntrico  e de autoajuda, massageia o ego dos ouvintes e apresenta um pseudo-Jesus “ao gosto do freguês” que visa alimentar a satisfação humana.  Não é de impressionar que os ingressos tenham vendido tão rapidamente.

É assustador o que muitos fizeram com o evangelho nestes últimos tempos. Charles Spurgeon, Billy Graham, John Knox, Jonathan Edwards, Paulo, Pedro… todos esses homens que marcaram a história do cristianismo jamais cobraram para pregar e agora aparece essa nova moda de “evangelho do coaching” onde todo um interesse mercantilista está envolvido fazendo pastores enricarem a partir da fé aleia.  E o pior é que tais atrações vendem rápido, pois esse tipo de pregação é um verdadeiro abastecimento emocional para uma geração que não abre mão de se dizer religiosa, mas que anseia por uma mensagem afagante, humanista  e motivacional.

Fico imaginando o que Jesus pensa de tudo isso. Desse evangelho estilo auto-ajuda, onde palestrantes cujo discurso é recheado de palavras de efeito, tentam misturar a bíblia com uma boa dose de psicologia de botequim. Fico imaginando como Jesus vê todo essa mercantilização religiosa que fizeram a partir de pregadores profissionais e youtubers.

Jesus certa vez disse “ o que de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10.8).  Daí pergunto “qual o porquê de tais cachês absurdos que tais homens cobram?”

A resposta podemos deixar com o apostolo Paulo : “Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos ingênuos”(Rm. 16.18).

Que estejamos de olhos bem abertos.


HELTON DE ASSIS
João Pessoa, 22/10/2019

sábado, 29 de julho de 2017

Três mitos sobre a cidade de João Pessoa que a maioria dos paraibanos acreditam


O turista que visita a capital paraibana, com certeza escutará alguém (provavelmente um guia) afirmando "João Pessoa é terceira capital mais antiga do Brasil!". Não só os guias falam isso: existe de fato uma crença muito forte entre a população local, de que tal afirmação é verídica. Aliás, até mesmo uma grande parte da imprensa local ajuda a difundir essa ideia, especialmente quando se aproximam as comemorações do aniversário da cidade.  

Não só é fácil escutar que João Pessoa é a terceira capital mais antiga de nosso país: sem dificuldade podemos ler ou escutar aqui ou acolá que "Jampa" é a terceira cidade (isso mesmo, a terceira cidade!) mais antiga do Brasil.  

Muito comum também, é escutarmos que João Pessoa é a segunda cidade mais verde do mundo, ficando atrás somente da capital francesa, Paris.

Pois bem.  Questionar e checar as informações e versões dos fatos não faz mal a ninguém. Sendo assim vejamos:

1. João Pessoa seria de fato a terceira capital mais antiga do Brasil?

Neste ano de 2017, comemora-se 432 anos de história da capital paraibana, fundada em 5 de agosto de 1585 pelos colonizadores portugueses, e,  batizada como "Cidade Real de Nossa Senhora das Neves".

Mas, entre as capitais dos estados brasileiros, algumas (não somente duas!) são mais antigas do que João Pessoa:  Recife foi fundada em 1537, Salvador em 1549 e Vitória em 1551. Ou seja, aqui já percebemos que a capital do Espirito Santo já ocupa o verdadeiro terceiro lugar. 

Mas não paramos por aí: 

São Paulo foi fundada em 1554 e o Rio de Janeiro em 1565. Ou seja, a capital da Paraíba na realidade fica no sexto lugar deste ranking.

2. João Pessoa seria a terceira cidade mais antiga do Brasil?

Se a capital paraibana não é sequer a terceira capital mais antiga do Brasil, como pode ser a terceira cidade mais antiga do país? 

Se levarmos em consideração não só as capitais, como também as cidades no geral, veremos que João Pessoa passa muito longe desta ideia tão difundida.

Muitas outras cidades continuamente habitadas foram fundadas entre 1500 e 1585, como é o caso de São Vicente (1532), as cidades pernambucanas de Igarassu e Olinda (1535), e as cidades Espírito-Santenses de Vila Velha (1535) e São Mateus (1544). 

3. João Pessoa seria de fato a segunda cidade mais verde do mundo?

Eis aí outro mito bastante difundido entre os paraibanos. De fato, em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (ECO-92), João Pessoa recebeu o título de "segunda cidade mais verde do mundo". Entretanto as coisas mudaram já faz algum tempo: Vários estudos e órgãos  especializados no assunto (ao exemplo do site Green571, da revista britânica The Economist e do Green City Index) apontam que entre as cidades mais verdes do mundo estão Vancouver (Canadá), Malmö (Suécia) e Reykjavik (Islândia). Entre as cidades brasileiras, o destaque fica para capital paranaense, Curitiba, que   possui cerca de 580 metros quadrados de espaços verdes para cada habitante. 


Profº Helton de Assis 
Graduado em História (UFPB) e Teologia (FAENOR)









segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

AFINAL, QUAIS FORAM OS MAIORES IMPÉRIOS DA HISTÓRIA (EM TERMO DE EXTENSÃO)?

Ao longo da nossa história muitos impérios tem se levantado conquistando territórios de grande extensão. Grandes líderes como Alexandre, César e Gêngis Khan expandiram seus reinados por distâncias espantosas e deixaram suas marcas entre os séculos.

A pergunta aqui feita raramente é respondida corretamente pelos estudiosos. Há uma grande confusão de respostas. A maioria respondem que foi o império Romano ou o Império Macedônico .


Vejamos abaixo quais foram de fato os impérios que atingiram maior extensão territorial durante seus auges:

5º lugar: Califado Omíada

Extensão territorial do Califado Omíada em seu auge

Em sua maior extensão, o Califado Omíada cobria 15 000 000 km², fazendo dele o maior império que o mundo tinha visto até então, e o quinto maior que já existiu. A sede do império se localizava na cidade de Damasco e possuía o Arábe como língua oficial. O islamismo também era a religião oficial do Califado Omíada.
Domo da Rocha, em Jerusalém. Um dos legados arquitetônicos dos Omíadas

Área durante seu ápice: 15.000.000 km²
Existência: 661–750 d.C

4º Lugar: Império Espanhol

Domínios espanhóis nas Américas no inicio do século XIX


O Império Espanhol ao longo de sua existência conseguiu estabelecer colonias na Europa, Américas, Ásia, África e até mesmo na Oceania. 

Desenho representando o encontro dos espanhóis  com os líderes astecas 

Os espanhóis começaram as suas explorações pelo ocidente, com o achamento das Índias Ocidentais por Cristóvão Colombo, em 1492 e iniciaram imediatamente a colonização forçada do continente americano. Em meados do século XVI, a Espanha controlava quase toda a zona costeira das Américas, desde o Alasca à Patagônia, no ocidente, e desde o atual estado norte-americano da Geórgia, toda a América Central e o Caribe até a Argentina – com excepção do Brasil, pertencente a Portugal.

Àrea durante seu ápice: 19.400.000 km²
Existência: 1492–1898

3º Lugar: Império Russo

Império Russo em 1866


Pedro I, o primeiro imperador da Russia
O terceiro maior império da história foi o império Russo; em 1866, ele era tão grande que se estendia da Europa do Leste, percorria toda a Ásia e chegava à América do Norte: no início do século XIX passou a ser a maior nação do mundo. Nessa mesma época esse império atingiu a marca de 176,4 milhões de súditos do imperador russo, a maior população do mundo na época.  Esta população apresentava grandes disparidades econômicas, étnicas e religiosas. Em 1913 a riqueza do império era calculada em 257,7 bilhões de dólares, e seu governo era uma das últimas monarquias absolutistas existentes na Europa. Até a Primeira Guerra Mundial, em1914, a Rússia costumava ser considerada uma das cinco chamadas "Grandes Potências" do continente europeu, com um exército de mais de 5 milhões de homens, o maior do mundo à época.

Área durante seu ápice: 23,7 milhões de KM²
Existência: 1721–1917

2º lugar: Império Mongol



O principal responsável pela explosão do Império Mongol foi o líder tribal Temudjin, que ficou conhecido como Genghis Khan. Este conquistador unificou muitas tribos ásiaticas que até então viviam em constante guerra.


Durante seu ápice, em 1279, sob o governo de Kublai Khan (neto de Genghis Khan), o Império Mongol se estendia desde o mar do Japão até a Europa Central.

Uma das principais fontes de informação sobre o Império Mongol é o famoso livro "Viagens de Marco Polo".

Área durante seu ápice: 33 milhões de KM²
Existência: 1206 – 1368





1º Lugar: Império Britânico 

Por incrivel que pareça, nenhum império conseguiu atingir uma dominação territorial tão extensa como a que os britânicos atingiram no inicio da década de 1920.  Nessa época  o dominio do Império Britânico atingiu mais de 450 milhões de pessoas, ou seja,  um quarto da população do mundo na época e abrangeu mais de 35 500 000 km2,  quase 24% da área total da Terra.

Em todos os continentes a Grã-Bretanha possuía territórios e colonias. Entre as grandes nações que entre o século XIX e XX estavam submetidas aos ingleses podemos destacar: índia, Egito, Australia, Canadá, Nova Zelândia e Africa do Sul. Por seu tamanho e abrangência o referido império recebeu o apelido de "Império onde o sol jamais se põe". Alguns filmes retratam muito bem esse período de apogeu dos britânicos no inicio do século XX, como Lawrence da Arábia e Gandhi. 


Abaixo vemos um GIF da evolução do império Britânico ao longo dos séculos. 


Área durante seu ápice: 35,5 milhões de KM²
Existência: 1583-1997

segunda-feira, 4 de julho de 2016

CONSIDERAÇÕES APÓS PRESENCIAR O DISCURSO PANEGÍRICO DE UM ATEISTA-KAMIKASE-SUPRA-MINCHINIANO CUJO PROJETO DE VIDA É CRIAR UMA BOMBA ATÔMICA INTELECTUAL QUE EXTERMINARÁ DEFINITIVAMENTE A FÉ PRESENTE NOS MEMBROS DA CIVILIZAÇÃO HUMANA DO TERCEIRO MILÊNIO E PROMOVERÁ LIBERTAÇÃO E EVOLUÇÃO ANTROPO-BIO-PSICO-SOCIAL-ESPACIAL-FILOSOFAL PARA TODA SUA PROLE



Pelo jeito existe uma galera que ama um "ateismo modinha" e adora gastar tempo tirando sarro com a fé das outras pessoas. Se acham os atalaias da razão, e no fundo tem seus deuses... e decorar frases de Sthephen Hawkins, Nietzsche, Marx, Frank Zindler torna-se um verdadeiro mantra pra esse pessoal. 
Acreditam inclusive, que combater a religião trará um grande beneficio para civilização, aliás, a religião seria a raiz de todos os males. 
Sem falar que compartilhar postagens da ATEA deve ser um exercício devocional rigorosamente observado...
Caro colega, permita-me dizer uma coisa: 
Ridicularizar a religião dos outros não faz você mais inteligente do que ninguém. 
Todos somos livres para acreditar ou não... O fato de eu acreditar no Criador não me faz superior a você, e vice versa. 
O desenvolvimento de nossa civilização não depende desse seu ateísmo militante... Da mesma forma que nossa história foi maculada pelos absurdos usando o nome de Deus, ela também foi enodoada por inúmeras atrocidades promovidas pelo ateismo de Estado (lembremo-nos de Enver Hoxha na Albânia e Stálin na URSS).
Lembremo-nos que sapiência não se constrói com generalizações e zombaria.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

NOTA PÚBLICA SOBRE DEBATES ENTRE CALVINISTAS E ARMINIANOS (EU APOIO!)




A PRESENÇA DE DEUS: ONDE ELE ESTÁ?


A pergunta pode parecer muito simples, com direito a respostas muito óbvias. Porém, tal pergunta, por mais incrível que pareça, é muito relevante.

Primeiramente, ao responder tal questão, podemos fazer uso da resposta mais comum, que qualquer estudante de teologia poderia verbalizar: “Deus está em toda parte!” E isso é verdade. Sendo onipresente, Deus se encontra em todas as partes, e o próprio universo não é maior do que Ele. Deus está presente em todo tempo-espaço e permeia todas as coisas numa relação de imanência que ultrapassa toda a nossa capacidade intelectual. A crença da presença de Deus nesse sentido de onipresença pode ser encontrado em várias partes das Escrituras. Vide por exemplo: Sl 139. 7-10 e At. 17.24-28.

Entretanto existem outras formas em que a Bíblia se refere a presença de Deus.

Além do sentido de Onipresença, as Escrituras também falam da presença de Deus no sentido do seu cuidado providencial especial por certas pessoas e lugares. Nesse sentido, a presença de Deus é sua demonstração de interesse e preocupação particular por alguns mais do que por outros. Vemos na Bíblia que várias vezes, devido ao pecado, Deus se retira de meio do seu povo, deixando-o temporariamente por sua própria conta e entregando-os à própria sorte (2 Cr 12.5; Ez 29.5). Do mesmo modo, Ele se reaproxima na medida em que o arrependimento torna-se realidade (Is 59.20; Jonas 3.9).

Também existe um sentido “teofânico” para presença de Deus, que ocorre quando a Bíblia se refere à sua presença especial em encontros visuais onde Ele se apresenta de forma mais tangível. Vemos esse tipo de manifestação em várias passagens das Escrituras. Desde quando Deus andava no Jardim do Éden (Gn 3.8) até a própria presença de Jesus, o próprio Deus encarnado (João 1).

Finalmente, podemos falar da presença de Deus no sentido que se refere à sua intimidade com seu povo em momentos de adoração, quando Deus se encontra presente enquanto seus filhos o cultuam coletivamente ou individualmente. O apóstolo Paulo esperava que depois de verem um genuíno e sincero culto cristão, os incrédulos se convencessem da realidade da presença de Deus (I Cor 14.25).

Para um melhor entendimento das Escrituras, é fundamental que os cristãos saibam distinguir esses diversos sentidos da presença de Deus no mundo.

Helton de Assis
Janeiro de 2016

NÃO TENHO FÉ SUFICIENTE PARA SER ATEU. DICA DE LEITURA

Recomendo tanto para os meus amigos ateus e agnósticos, como também para meus amigos cristãos que buscam respostas para alguns assuntos delicados.
Idéias contrárias a fé cristã de vez em quando bombardeiam os alunos do ensino médio e das universidades. Este livro serve como um antídoto excepcionalmente bom para refutar tais premissas falsas. Ele traz informações consistentes para combater os ataques violentos das ideologias seculares que afirmam que a ciência, a filosofia e os estudos bíblicos são inimigos da fé cristã.
Antes de tocar a questão da verdade do cristianismo, essa obra aborda a questão da própria verdade, provando a existência da verdade absoluta. Os autores desmontam as afirmações do relativismo moral e da pós-modernidade, resultando em uma valiosa contribuição aos escritos contemporâneos da apologética cristã.
Ela também esclarece dúvidas que muitos ateus e até mesmo crentes possuem sobre inspiração divina da Bíblia, o problema do mal, supostas contradições das escrituras e historicidade dos acontecimentos bíblicos.
Escrito por dois grandes gênios do cristianismo contemporâneo. Autores renomados nas universidades da América do Norte e no campo da Teologia e filosofia.
Geisler e Turek prepararam uma grande matriz de perguntas difíceis e responderam a todas com habilidade. Uma defesa lógica, racional e intelectual da fé cristã.
No Brasil, tal obra foi lançada pela editora Vida Acadêmica, e pode ser facilmente encontrado nas principais livrarias cristãs do país.

HELTON, Janeiro de 2016

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

SETE RAZÕES PARA ESTUDAR O PASSADO DA IGREJA

por Tim Challies

Apesar de trabalhar principalmente como web designer, e ter feitos vários treinamentos em outra área da computação (administração de redes, para quem interessar), a parte mais significativa da minha educação foi em História. Foi História que eu estudei na faculdade e ela é, de muitas formas, meu primeiro amor. Assim como eu amo ler livros sobre vida cristã e crescimento espiritual, estou sempre ansioso para mergulhar no meu próximo livro de História. Mesmo depois de dez anos após me formar na faculdade, eu continuo a ler sobre História, e em particular, a história da Igreja.
Conforme li sobre a igreja do primeiro século, percebi a bênção que é viver nessa geração – nossa geração. Quanto mais eu estudo sobre os primeiros cristãos, mais eu vejo o quão grande é o legado que nós, seguidores de Cristo, possuímos. A fé como nós a conhecemos hoje não foi nos entregue simplesmente, mas foi dolorosamente desenvolvida por centenas e milhares de anos. As Escrituras têm sido minuciosamente estudadas através de todos esses anos e o padrão normal tem sido de alguns muitos passos à frente e alguns grandes passos para trás. Às vezes, Deus permite que a Igreja dê um passo gigantesco à frente, como nos dias da Reforma, mas é mais comum que a Igreja vagarosa e deliberadamente desenvolva doutrinas de acordo com a Escritura. Hoje, temos acesso sem precedentes à Escritura e aos recursos para estudar a Bíblia. Por essas coisas, devemos ser profundamente gratos.
Eu pensei que seria interessante listar algumas das razões que nós, como cristãos, deveríamos levar em conta no estudo da história da Igreja.
Deus nos manda: A Bíblia constantemente nos exorta a buscarmos e lembrarmos o passado. O Antigo Testamento, em particular, está cheio de referências a Deus ordenando aos israelitas que se lembrem de Seus feitos no passado. Ele instituiu várias cerimônias e festas que faziam com que Seu povo se lembrasse de olhar o que Ele havia feito por eles. O que estava implícito nessas cerimônias e festas era um gostinho do futuro. Assim, quando olhamos para o passado, podemos imaginar um pouco do que Deus tem guardado para nós no futuro.
“Pergunte às gerações anteriores e veja o que os seus pais aprenderam, pois nós nascemos ontem e não sabemos nada. Nossos dias na terra não passam de uma sombra. Acaso eles não o instruirão, não lhe falarão? Não proferirão palavras vindas do entendimento?”(Jó 8.8-10)
Os pilares e monumentos do passado servem como constantes lembretes da fidelidade de Deus. Eles servem para aumentar nossa fé e nos dar a certeza que assim como Deus agiu no passado, ele agirá no futuro.
Para entender o hoje: Deveríamos estudar o passado para entender o presente. O estudo da História, quando feito corretamente, é sempre uma experiência de humildade. Permite-nos entender e simpatizar com os infortúnios daqueles que vieram antes de nós. Ajuda-nos a entender as bênçãos que hoje podemos desfrutar e que nem sempre foram desfrutadas por nossos irmãos e irmãs no passado.  E também nos previne de desenvolver uma perspectiva da fé que seja simploriamente focada em nossos dias e que ignore a longa e documentada história da Igreja. Mostra-nos que não somos tão diferentes de nossos irmãos e irmãs de tempos passados e nos ajuda a evitar os mesmos pecados e erros que eles cometeram.
Para entender o amanhã: História não é só o estudo do passado como uma tentativa de entender o presente, mas é também uma tentativa de entender e até prever o futuro. Quando reconhecemos os padrões dos dias passados, podemos começar a formular idéia a respeito de aonde as tendências atuais nos levarão. Ao entender o passado nós começamos a entender o futuro. Quando entendemos aonde as tendências correntes estão nos levando, podemos reagir e evitar caminhar por caminhos que já vimos ser perigosos.
Para entender a Providência: Nós cristãos somos freqüentemente acusados de nos focarmos no presente e olharmos com ansiedade para o futuro, esquecendo completamente do passado. Mas fazer isso é perder de vista os ensinamentos preciosos do passado. Em tempos anteriores, Deus revelou a si mesmo de formas poderosas, continuamente sustentando seu povo em meio a perseguições e tribulações. Quando estudamos o passado, podemos ver muitas das formas nas quais a providência divina se manifestou. Isso pode servir como uma valiosa ferramenta de ensino enquanto nos preparamos para enfrentar perseguições e tribulações nos nossos dias. Isso pode e deve nos levar a um maior amor e maior apreciação por Deus e nos dar maior confiança em Suas promessas. Assim como Ele têm sido fiel a homens e mulheres por muitas gerações, Ele será fiel a nós e aos nossos filhos. Essa certeza nos dá muita estabilidade em nossa fé.
Para entender os erros: Muitas vezes a história da Igreja é uma história de ação e reação. Muito da teologia cristã foi desenvolvido e fortalecido em reação a erros e heresias. Quando visitamos o passado podemos ver como o erro chegou à Igreja e vemos quais erros estão sendo cometidos hoje, e como muitos deles foram solucionados no passado. Isso é de grande valor ao enfrentarmos os inevitáveis erros de nossos dias. Muitos cristãos entram em novas batalhas a respeito de doutrina quando poderiam receber grande ajuda de grandes teólogos do passado que já batalharam sobre as mesmas coisas. Ao estudar o que já aconteceu, podemos evitar erros futuros e mesmo os acontecimentos que precedem os erros.
Para entender as pessoas: Todos nós gostamos de pensar em quem convidaríamos para almoçar se pudéssemos escolher pessoas famosas que viveram no passado. Obviamente, não podemos falar e/ou conversar com essas pessoas. Mas ao estudar História, podemos conhecê-los e entendê-los. Podemos ver as partes de suas vidas que glorificaram a Deus e as partes que o desonraram. Podemos enxergar o que os levou a uma posição proeminente na Igreja e talvez as falhas de caráter que os levaram a cair. Podemos aprender não só com a história em si, mas com pessoas que viveram em um determinado período da história.
Para entender a perseverança: Desde que Cristo subiu aos céus, cristãos vivem na espera por seu retorno. Aqueles que viveram no primeiro século esperavam que esse evento fosse iminente. Mesmo assim, após dois milênios, nós continuamos a esperar. Ao olharmos para a História, nós nos deparamos com o conhecimento de que a volta de Cristo pode estar ainda muito distante. E quando vemos como homens e mulheres perseveraram por toda a história da Igreja, somos fortalecidos por essa perseverança, sabendo que nós, seremos testemunhas do retorno de Cristo quando esse grande dia finalmente chegar.
Você acha que há mais razões além dessas? Se sim, sinta-se à vontade para postar nos comentários.


Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo