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sexta-feira, 2 de maio de 2025

Deus pode criar uma pedra tão grande que não possa segurar?


Essa pergunta é um paradoxo clássico, que ao longo dos últimos séculos foi frequentemente usado para questionar a onipotência de Deus, e até mesmo sua existência. No entanto, esta antiga pergunta parte de uma premissa equivocada sobre a natureza da onipotência divina, onde o grande problema está na pergunta e não na resposta.

A onipotência de Deus não significa que Ele pode fazer coisas que são logicamente contraditórias. Deus pode fazer tudo o que é coerente com Sua própria natureza e com a lógica que Ele mesmo estabeleceu. Criar uma pedra tão grande que Ele mesmo não possa segurar seria uma contradição, assim como um "círculo quadrado" ou um "casado solteiro". 

Deus é Todo-Poderoso, mas isso não significa que Ele pode fazer coisas absurdas. Como diz a Escritura, Ele não pode negar a Si mesmo ou se contradizer (2 Timóteo 2:13) nem mentir (Tito 1:2). A verdadeira onipotência não se mede por paradoxos sem sentido, mas pelo fato de que Deus tem poder absoluto sobre todas as coisas reais e possíveis. Onipotência tem haver com Soberania: Não há nada que Ele queira fazer e não possa. 

Rev. Helton de Assis

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

ENSAIO SOBRE O NARCISISMO





O narcisismo é algo que...

...Faz você ter de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter.
...Incentiva as pessoas a se sentirem autossuficientes e independentes de Deus.
...Faz com que o indivíduo se sinta o centro do universo.
...Atrapalha nossa sociedade, tornando as pessoas mais egoístas, arrogantes e ingratas.
...Nos leva a se relacionar com os outros como objetos em vez de igual para igual.
...Atrapalha o próprio narcisista, isolando-o das outras pessoas.
...Alimenta uma obsessão por status, aplausos e aprovação.

Não cultive o narcisismo dentro de você. Pelo contrário: sempre ame a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

FÉ E FIDEISMO: DUAS COISAS BEM DIFERENTES UMA DA OUTRA

E você... é uma pessoa que tem fé em Deus, ou que tem fideísmo Você talvez não tenha entendido minha pergunta, pois realmente poucas pessoas sabem diferenciar essas duas formas de pensamento. Sem falar que a grande maioria das pessoas confundem essas duas coisas. 
Vamos lá:
-Fé em Deus é quando você tem motivos e razões pra acreditar em Deus. Você presenciou causas que levaram-te a acreditar nEle, e possui motivos para descartar a descrença nEle.
-Fideismo é quando você afirma que acredita em Deus, mas se eu chegar perguntando "O que te levou a crer" você não conseguirá dá motivos racionais para mim. Normalmente o fideista "acredita" em Deus porque sua familia é religiosa ou por causa de alguma tradição ou porque ele acha bonito dizer que acredita em Deus. Digamos que os fideístas procuram se esquivar de qualquer tipo de argumentação para que possam apoiar sua fé em Deus sem qualquer tipo de racionalização.

Não confunda as duas coisas. A fé ela é racional. O fideísmo não. Normalmente ateus radicais (principalmente aqueles ultra empiristas, que desafiam os teólogos cristãos a provarem em um laboratório que Deus existe) confundem muito os dois termos.

Enfim, vou deixar o Dr. Rodrigo Pereira (Arqueólogo e Teólogo que admiro muito) falar mais um pouquinho sobre o assunto.

Até a próxima!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Pense em um debate mais do que arroxado...
Dois dos mais influentes professores universitários da atualidade. Richard Dawkings (Biólogo renomado e o ateu mais conhecido do mundo) versus Alister McGrath (Biofísico e também um dos melhores teólogos do planeta). Auto nível o debate, onde se discute temas bem variados como "sentido da vida", historicidade bíblica, religiosidade, ética, ciência moderna e muitos outros. Prepare-se para filosofar a vontade!


domingo, 6 de janeiro de 2013

LEGALISMO E LIBERTINAGEM


Durante minha caminhada com Cristo passei por inumeraveis e variadas experiências. Cresci muito com outros irmãos, com pastores, viagens missionárias, eventos evangélicos, entre outros. Todavia percebi que, ao contrário do que eu pensava até certo momento, as comunidades cristãs as vezes são vulneráveis a muitos problemas. Isso foi confirmado pelo Senhor Jesus quando afirmou que "há joio no meio do trigo". 

Quero aqui abordar sobre dois problemas comuns em muitas congregações cristãs. O problema do legalismo e o problema da libertinagem. Dois problemas diferentes um do outro, mas que o mesmo tempo são interligados. Vi várias vezes alguns cristãos serem injustamente taxados de legalistas por alguns, como também eu mesmo passei por isso ao manifestar descontentamento com algumas práticas inconvenientes “comuns” em algumas comunidades evangélicas.  

Vejamos e analizemos algumas questões sobre a temática "legalismo e libertinagem"

1.       O real significado de legalismo: Legalismo é o ato de inventar pré-requisitos para salvação, sem nenhuma base bíblica. Legalismo também significa impor fardos religiosos sem sentido sobre a vida de uma pessoa.

O professor James Packer , em seu livro “Teologia Concisa” afirma sabiamente: “Qualquer acréscimo que requeira de nós uma tomada de ação para acrescentar algo ao que Cristo nos deu é um retorno ao legalismo e, de fato, um insulto a Cristo.”  John Hendryx  também define o legalismo de forma  interessante: “Qualquer tentativa de apoiar-se no esforço próprio para obter ou manter nossa justificação diante de Deus é legalismo.

2.       O que não é legalismo: Muitos infelizmente confundem zelo e disciplina com legalismo. A bíblia ressalta a necessidade da disciplina em todas as áreas de nossas vidas. Ninguém vence uma batalha ou alcança seus objetivos sem disciplina. Na vida cristã e no funcionamento ministerial da igreja é da mesma forma: Sem disciplina as coisas ficam bagunçadas.

Todos sabemos que as comunidades cristãs são compostas por pessoas imperfeitas e pecadoras, entretanto Cristo nos exortou a lutar pelo aperfeiçoamento e rejeitar a libertinagem. É aí que entra a disciplina cristã.  Cristo afirmou:

“Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir , ganhastes a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentil e publicano.” (Mateus 18.15-17)

Já Paulo diz:

“Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epistola, notai-o; nem vos associeis com eles, para que este fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão.” (2ª Tessalonicences 3. 14 e 15)


Sem zelo e sem censura em determinadas ocasiões nenhuma igreja pode está bem ajustada aos planos de Deus. Enquanto a igreja for composta por seres humanos ela carecerá de orientação e cuidados constantes.  O zelo é indispensável, sem ele nos afastamos das exigências éticas bíblicas, da pureza espiritual e até mesmo do amor.

3.       Exemplos de autêntico legalismo: No Novo Testamento encontramos um caso interessante de legalismo. O evangelho de São Mateus relata Jesus criticando fortemente alguns líderes Judeus que impunham sobre a população ritos e práticas religiosas vazias e prejudiciais para alma:

“...Amarram fardos pesados e os põem nas costas dos outros, mas eles mesmos não os ajudam, nem ao menos com um dedo, a carregar esses fardos.(...) Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês fecham a porta do Reino do Céu para os outros, mas vocês mesmos não entram, nem deixam que entrem os que estão querendo entrar. (...) Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês atravessam os mares e viajam por todas as terras a fim de procurar converter uma pessoa para a sua religião. E, quando conseguem, tornam essa pessoa duas vezes mais merecedora do inferno do que vocês mesmos.(...) Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês lavam o copo e o prato por fora, mas por dentro estes estão cheios de coisas que vocês conseguiram pela violência e pela ganância. Fariseu cego! Lave primeiro o copo por dentro, e então a parte de fora também ficará limpa!
Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês são como túmulos pintados de branco, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de podridão. Por fora vocês parecem boas pessoas, mas por dentro estão cheios de mentiras e pecados.” (Mateus capitulo 23)

Os fariseus do tempo de Cristo são exemplo de praticantes de legalismo. Eles eram meramente formalistas,  muitos inclusive valorizavam fundamentalmente a aparência da ação e negligenciavam motivos e propósitos.  O legalista tende a reduzir  a vida à guarda mecânica de regras.

Nos dias de hoje o legalismo virou algo muito presente no meio evangélico, especialmente no Brasil, um país muito marcado pelo formalismo e tradicionalismo. Existem aqueles que afirmam  que uma mulher ao aceitar Jesus precisa passar a usar apenas saia ou deixar de usar esmalte nas unhas; também existem aqueles que erroneamente afirmam que um cristão verdadeiro não pode tomar nenhum gole de bebida alcoólica pois esta seria intocável para um servo de Deus (é claro que o problema esta em se embriagar ou digeri-la na presença de irmãos de fé frágil). Existe inclusive alguns que afirmam que o cristão não pode assistir uma boa partida de futebol ou torcer para o time de sua cidade conquistar o campeonato regional. Existe legalismo de várias formas, desde o proibir um convertido a escutar uma bela música de Toquinho ou Andrea Bocelli até o ato de impedir uma pessoa de participar de um culto por estar de bermudão.

4.       Exemplos de zelo cristão erroneamente confundidos com práticas legalistas: Infelizmente muitos ao combater práticas negativas e libertinagens no meio evangélico acabam sendo taxados de legalistas. Mas independente do que alguns pensam acerca da disciplina eclesiástica precisamos valoriza-la, pois como vimos ela é fundamental. 
Um exemplo de zelo confundido com legalismo que aconteceu na minha própria vida ocorreu no verão de 2009, durante um acampamento para adolescentes. Na ocasião o pastor responsável pelo evento ao cantar uma música no auditório pediu para que a banda tocasse um pagode, o problema começou quando ele decidiu rebolar semelhantemente àqueles cantores do carnaval baiano em cima de um trio elétrico. Logo após ele chamou mais alguns lideres para dançarem e “requebrarem” com ele e aquela ocasião transformou-se em um autêntico bloco carnavalesco, faltando apenas o abadá. Ao termino da “quebradeira” questionei o “pastor swingueiro” acerca da conveniência do ocorrido e ele simplesmente afirmou ofendido: “O que fizemos foi para chamar a atenção dos não-convertidos e quebrar o gelo. Você parece que não sabe discernir isso. Não seja radical Helton!”. Me arrependo de não ter até hoje respondido: “Desde quando precisamos da ajuda do Diabo para evangelizar e fazer a obra de Deus?”

É triste saber que métodos perigosos tem sido usados por muitas igrejas afim de multiplicar a quantidade de evangélicos. Pior saber que realmente cresce rapidamente o numero de membros de muitas dessas igrejas.  Pena que nem todos percebem que esse tipo de crescimento é semelhante ao crescimento de um frango de granja, cujo desenvolvimento é forçado por hormônios injetados, mas em contrapartida o sabor desta carne é bem inferior ao do frango de criação, com desenvolvimento natural.

São muitos os casos: Alguns seguidores de Jesus são criticados por afirmarem ser contra determinadas danças sensuais, outros são taxados por não aprovarem a participação de crentes em esportes violentos ou em grupos musicais cujas letras desrespeitam a Deus e ao próprio homem,outros são tidos como radicais ao afirmarem que não convem ao cristão assistir filmes de terror, e assim vai...

Não podemos nos conformar com práticas erradas no meio cristão, precisamos mostrar o que a Bíblia diz, independente da perseguição que podemos sofrer.

Para encerrar: O que será pior, o legalismo ou a libertinagem?
Não sei ainda, mas podemos ter a certeza que ambos precisam ser combatidos de forma inteligente. Alguém certa vez disse: “quando um erro é insistentemente repetido várias vezes seguidas ele tende a deixar de ser considerado um erro”.  Se não prezarmos pela integridade do nosso cristianismo teremos nossa integridade em crise.
Por rejeitarem o amor e a simplicidade muitas igrejas tem se tornado meras salas de aula monótonas e com professores monótonos ou simples postos de desencargo de consciência. Por rejeitarem o zelo, muitas igrejas tem se tornado meros clubes sociais ou meros teatros e casas de show.




O Senhor nos fortaleça integralmente, em nome de Jesus!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Hora de Filosofar

Meu professor de Fundamentos psicológicos da Educação, Dimas Lucena (Grande professor!) disse que "o homem é um ser Bio-Psico-social".Interessante! 
Mas como eu gosto de filosofar percebi que estava faltando algo nessa definição, então gostaria de melhora-la:


"O homem é um ser
 BIO-PSICO-SOCIAL-ESPIRITUAL".


Bio, pois é um ser vivo, participante da biosfera;
Psico, porque possui racionalidade, inteligência, uma Psiquê;
Social, devido ao fato de o homem não viver sozinho, precisa se relacionar com algo e alguém;
Espiritual, pois ele possui um espirito, que é imortal e que é criado por Deus.


Deixem eu filosofar mais que eu colocarei mais idéias. Até mais!