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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A PRESENÇA DE DEUS: ONDE ELE ESTÁ?


A pergunta pode parecer muito simples, com direito a respostas muito óbvias. Porém, tal pergunta, por mais incrível que pareça, é muito relevante.

Primeiramente, ao responder tal questão, podemos fazer uso da resposta mais comum, que qualquer estudante de teologia poderia verbalizar: “Deus está em toda parte!” E isso é verdade. Sendo onipresente, Deus se encontra em todas as partes, e o próprio universo não é maior do que Ele. Deus está presente em todo tempo-espaço e permeia todas as coisas numa relação de imanência que ultrapassa toda a nossa capacidade intelectual. A crença da presença de Deus nesse sentido de onipresença pode ser encontrado em várias partes das Escrituras. Vide por exemplo: Sl 139. 7-10 e At. 17.24-28.

Entretanto existem outras formas em que a Bíblia se refere a presença de Deus.

Além do sentido de Onipresença, as Escrituras também falam da presença de Deus no sentido do seu cuidado providencial especial por certas pessoas e lugares. Nesse sentido, a presença de Deus é sua demonstração de interesse e preocupação particular por alguns mais do que por outros. Vemos na Bíblia que várias vezes, devido ao pecado, Deus se retira de meio do seu povo, deixando-o temporariamente por sua própria conta e entregando-os à própria sorte (2 Cr 12.5; Ez 29.5). Do mesmo modo, Ele se reaproxima na medida em que o arrependimento torna-se realidade (Is 59.20; Jonas 3.9).

Também existe um sentido “teofânico” para presença de Deus, que ocorre quando a Bíblia se refere à sua presença especial em encontros visuais onde Ele se apresenta de forma mais tangível. Vemos esse tipo de manifestação em várias passagens das Escrituras. Desde quando Deus andava no Jardim do Éden (Gn 3.8) até a própria presença de Jesus, o próprio Deus encarnado (João 1).

Finalmente, podemos falar da presença de Deus no sentido que se refere à sua intimidade com seu povo em momentos de adoração, quando Deus se encontra presente enquanto seus filhos o cultuam coletivamente ou individualmente. O apóstolo Paulo esperava que depois de verem um genuíno e sincero culto cristão, os incrédulos se convencessem da realidade da presença de Deus (I Cor 14.25).

Para um melhor entendimento das Escrituras, é fundamental que os cristãos saibam distinguir esses diversos sentidos da presença de Deus no mundo.

Helton de Assis
Janeiro de 2016

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

POR QUE A BÍBLIA FALA DE DEUS COMO TENDO MEMBROS HUMANOS?



Em toda Bíblia, vemos que Deus busca comunicar-se com o ser humano. Para isso, como dizia João Calvino, Deus vem à nossa dimensão para que possa se revelar a nós.
Ele comprime sua grandiosidade de modo que possa satisfazer  nossas necessidades. Assim como uma mãe ou uma babá desce à altura da criança para se comunicar com ela por meio de uma linguagem distinta daquela que usa com os adultos, também Deus desce para chegar ao nosso nível.


Vemos em toda Escritura, que para se adaptar às nossas capacidades linguísticas, Deus permite até mesmo ser representado de forma humana, como se tivesse boca, olhos, costas, pés, mãos.


Vejamos alguns versículos:
"Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo sopro da Sua BOCA". (Salmo 33.6)
"Os OLHOS do Senhor estão sobre os justos, e os Seus ouvidos atentos ao seu clamor" (Salmo 34.15)


Tais figuras de linguagens, onde Deus aparece com características humanas,  é o que os teólogos chamam de "antropomorfismo". Antropomorfismo vem de duas palavras gregas: anthropos (homem) e morphe (forma).


Sobre isso, o importante reformador João Calvino explicou:
"Deus se tornou em quase tudo semelhante a uma ama-de-leite, que não se dirige a uma criança da mesma forma que a um adulto (...), assim nosso Senhor acomodou-se a nós dessa forma familiar." ¹


Como disse o teólogo inglês Alister McGrath: "Eis assim uma forma eficaz de Deus garantir que não haverá barreiras intelectuais que se oponham ao evangelho".² Todos, do mais simples ao Doutor podem aprender sobre Deus através de Sua Palavra. Em tudo isso vemos o cuidado e a misericórdia de Deus para com o ser humano.




¹ Opera Calvini (Edição Corpus Reformatorum). 26: 387-8.
² Apologética Cristã no Século XXI. Editora Vida, 2008.


Helton de Assis Freitas, Janeiro de 2016

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O PECADO DA DIFAMAÇÃO



Eis aí algo tão comum no nosso dia-a-dia.

Podemos dizer que o ato de difamar significa:

- Injustamente tirar a boa fama ou prejudicar o crédito de outra pessoa.
- Desacreditar ou detrair publicamente uma pessoa.
- Imputar a alguém uma circunstancia falsa.
-Falar covardemente contra a reputação do seu próximo.

Se você tem queixas contra alguém, primeiro fale com ele. Não saia falando do seu próximo como não convém.

Não podemos esquecer que muitas vezes nosso problema com o outro está em uma simples "má interpretação" dos fatos.

Devemos ser muito cautelosos ao falar de alguém, pois da mesma forma que nossa língua pode ser uma benção, ela também pode ser uma maldição. Da mesma forma que nossa lingua pode trazer muitas coisas boas, ela também pode ferir e denegrir. Da mesma forma que ela pode unir, ela pode criar contendas amargas.

Sobre esse assunto, a Palavra de Deus nos diz:

"Irmãos, não falem mal uns dos outros."
(Tiago 4:11)

"Farei calar ao que difama o próximo às ocultas."
(Salmos 101:5)

"Livrem-se, pois, de toda maldade e de todo engano, hipocrisia, inveja e toda espécie de maledicência."
(1 Pedro 2:1)

Que nossa língua seja usada para glória de Deus, e não para servir como instrumento de discórdia e problemas.


Helton de Assis Freitas
Outubro de 2015

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

QUANDO O SAL PERDE O GOSTO


“Vocês são o sal da terra. Mas, se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens."

O Sermão do Monte sem dúvidas é uma das passagens mais fascinantes da Bíblia. Segundo John Stott:  “Ele torna a justiça atrativa; envergonha nosso fraco desempenho; gera sonhos de um mundo melhor". Nesse mesmo sermão, mais precisamente no capitulo 5, verso 13 de Mateus,  Cristo compara seus seguidores a um importante elemento que faz uma grande diferença no nosso dia-a-dia: O sal.

A afirmação é muito clara e direta: “Vocês são o sal da terra”.

Em seguida ouvimos uma pergunta retórica: “Mas, se o sal perder o sabor, como restaurá-lo”? Daí Jesus complementa com uma resposta alarmante:  “Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.”

O que Cristo quis dizer com isso?

Da mesma forma que o sal serve para temperar e conservar uma comida, nós que afirmamos ser discipulos dEle, devemos fazer a diferença na vida das pessoas que estão ao nosso redor. Temos que transmitir o evangelho por palavras e por ações. Assim estaremos “dando sabor” a vida delas e contribuindo para a “conservação” de suas almas.

Uma igreja que não cumpre seu chamado, naturalmente adentra por comportamentos vergonhosos, como frieza espiritual, monotomia, religiosidade vazia e hipocrisia. O juízo de Deus é inevitável em uma situação dessa.   O sal quando perde sua salinidade , não serve nem mesmo como fertilizante. O esterco passa a ter mais serventia do que ele.

O que será de nós se em vez de influenciarmos esse mundo,  aceitarmos nos conformar com ele? Como agradaremos a Deus se formos apenas mais um grupo religioso em um mundo marcado pelo relativismo e pelo pluralismo religioso?

Para evitar a vergonha de sermos “pisoteados pelos homens”, devemos zelar pela nossa salinidade, conservando assim a nossa semelhança com Cristo. Segundo o comentarista bíblico escocês Alexander Bruce, quando perdemos nosso sabor, “passamos de salvadores da sociedade a material de pavimentação de estradas”.


Concluindo: O que será de nós se negligenciarmos nosso chamado, de tal forma que o sal fique apenas guardado dentro do saleiro?


Helton de Assis Freitas
Setembro de 2015 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O SEGREDO DE JONATHAN EDWARDS

BASEADO EM FATOS REAIS





















A história nos conta que em 1741, na  cidade americana de Enfield, um pastor congregacional chamado Jonathan Edwards, durante um culto em uma igreja lotada, lia o seu sermão cujo título era “Pecadores nas  Mãos de um Deus Irado”. Conta-se que Edwards não era um grande orador, mas durante as mensagem daquela noite, de forma extraordinária, centenas de  pessoas choravam desesperadamente e até mesmo agarravam às colunas da igreja dizendo que sentiam o chão se abrir e que o inferno estava sugando-as. Todos estavam tomados por intenso arrependimento e  apartir dali houve de fato um grande despertamento espiritual entre inúmeras famílias.
Quase três séculos depois,  um jovem seminarista do interior nordestino, cansado de uma suposta falta de reconhecimento por parte dos lideres de sua igreja e com a responsabilidade de pregar em um culto dominical, diz assim para si mesmo: “Domingo irei realizar uma pregação onde todos vão ver que não sou um pregador qualquer! Meus líderes verão que  tenho potencial e a igreja vai louvar a Deus por minha vida!”. Daí o jovem aspirante ao pastoreio pega um livreto com aquele famoso sermão de Jonathan Edwards e passa dias tentando memorizalo. Da mesma forma gasta horas assistindo tele-aulas de oratória na esperança de ficar com uma lábia impecável. Seu coração batia intensamente na expectativa de que algo semelhante ao que ocorreu em Enfield ocorresse também na sua cidade.
É chegado então o momento do sermão. A igreja encontra-se lotada e os pastores atentos para ouvir o que aquele jovem irá verbalizar. Daí, arrumado da forma mais elegante possível , subiu ao púlpito com a cabeça erguida, na certeza de que aquela noite ficaria para história de seu ministério.
Após Trinta minutos de pregação nada das pessoas chorarem ou se agarrarem nos bancos do templo. Muito pelo contrário, o que se via eram alguns olhando para o relógio e outros cochilando. Ao fim,  aquele seminarista voltou para casa se perguntando o que tinha deixado de fazer para que seu sucesso não fosse obtido.
Qual era então o segredo do sucesso da pregação de Edwards?
Em síntese, o famoso pregador americano era um homem totalmente dependente de Deus. Além de sempre reconhecer suas próprias incapacidades e viver uma intensa e constante vida de oração, suas motivações jamais foram egocêntricas. Certa vez ele mesmo escreveu:  “Prefiro ser plenamente compreendido por dez a ser admirado por dez mil.”.
Que nossas vontades estejam sempre de acordo com as motivações que Deus quer que tenhamos. Esse é o segredo para que tenhamos êxito na obra do Senhor.
“Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, porém do SENHOR vem a vitória.” (Prov 21.31)



Profº Helton de Assis – Jan/2015

sábado, 23 de maio de 2015

ENTRANDO E SAINDO DA PRESENÇA DE DEUS

Próximo domingo quando eu for para o culto na minha igreja eu NÃO VOU ENTRAR NA PRESENÇA DE DEUS.
Me perdoe... 
Não me leve à mal...
Não me condene por tal afirmação...
Mas...
Eu JÁ ESTOU NA PRESENÇA DE DEUS. 
Seja o que for que acontecer ELE NÃO ME ABANDONA.
 Seja me orientando, seja me animando, seja me corrigindo, seja me disciplinando.

Vou para igreja para Louvá-lo, aprender mais sobre Ele e encontrar outros irmãos na fé, isso sim.
A Bíblia diz: "O Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares." (Josué 1.9)
E também diz "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (I cor 3.16)

Quando você se encontra fora do templo então você não tá na presença de Deus? 
Deus encontra-se ausente? 

Base bíblica para isso por favor!

sábado, 19 de janeiro de 2013

UM MENDIGO QUE MUDOU DE VIDA DO DIA PRA NOITE

Um vagabundo ex-presidiário mora perto do Mercado de Peixes Fulton, na parte inferior ao leste de Manhattan. O cheiro repugnante das carcaças e entranhas dos peixes quase o esmaga, e ele odeia os caminhões barulhentos que chegam antes do nascer do sol. Mas a cidade fica apinhada de gente, e os policiais o atrapalham quando ele vai para lã. No cais ninguém se importa com um homem grisalho que cuida de si mesmo e dorme em uma doca por trás de um vagão basculante.
Bem cedo, quando os trabalhadores estão descarregando enguias e linguados dos caminhões, gritando entre si em italiano, o vagabundo se levanta e se esgueira pelos vagões até os fundos dos restaurantes para turistas. Começar cedo é garantia de bom lucro: um pão de alho amanhecido intacto e batatas fritas, uma pizza que só foi beliscada, uma fatia de cheesecake. Come o que consegue engolir e guarda o resto em um saco de papel pardo. As garrafas e latas ele as enfurna em sacos plásticos dentro de seu carrinho de compras enferrujado.
O sol pálido da manhã finalmente sobe sobre os edifícios do cais, através da neblina do porto. Quando ele vê o bilhete da loteria da semana passada em cima de uma pilha de alface murcha, quase o deixa ficar. Mas, pela força do hábito, ele o pega e enfia no bolso. Antigamente, quando tinha mais sorte, costumava comprar um bilhete por semana, nunca mais de um. Já passa do meio-dia quando se lembra do canhoto do bilhete e vai à banca de jornais comparar os números. Três números combinam, o quarto, o quinto — todos os sete! Não pode ser verdade. Coisas assim não acontecem com ele. Vagabundos não ganham na Loteria de Nova York.
Mas é verdade. Mais tarde, naquele dia, ele está piscando diante das luzes fortes enquanto o pessoal da televisão apresenta o mais novo personagem da mídia, o vagabundo barbudo, maltrapilho, que vai receber 243.000 dólares por ano nos próximos vinte anos. Uma mulher de aparência elegante, usando uma minissaia de couro, sacode um microfone no seu rosto e pergunta: "Como você se sente?". Ele olha em volta espantado, e capta um leve cheiro do perfume dela. Há muito tempo, há muito tempo mesmo, que ninguém mais lhe fazia essa pergunta.
Ele se sente como um homem que esteve quase morrendo de fome e voltou à vida, e está começando a imaginar que nunca mais vai sentir fome.
(Extraído de Maravilhosa Graça, de Philip Yancey)

Da mesma forma acontece com o homem que encontra a graça salvadora de Cristo.
O homem vive se perguntando "quem sou eu","de onde viemos", "para onde vamos". A resposta afirmo com toda convicção: Somos criaturas de Deus, afastados dEle por causa do nosso pecado. Mas, com a oportunidade de reconciliação, conquistando assim amizade intima com esse Deus amoroso e adquirindo o presente da vida eterna.

Você sabe por quê Jesus precisou morrer naquela cruz? Sabe porque sem ele nossa vida é incompleta?
Porque espiritualmente somos como esse mendigo: perdidos, confusos, sujos, sem futuro, sem dinheiro pra pagar as dividas, marcado pelos erros e pecados; carentes de alguém ou algo que dê esperança. Cristo é como esse bilhete de loteria: capaz de transformar e dá vida para quem o acha e o guarda.

Deus te abençoe!

domingo, 6 de janeiro de 2013

LEGALISMO E LIBERTINAGEM


Durante minha caminhada com Cristo passei por inumeraveis e variadas experiências. Cresci muito com outros irmãos, com pastores, viagens missionárias, eventos evangélicos, entre outros. Todavia percebi que, ao contrário do que eu pensava até certo momento, as comunidades cristãs as vezes são vulneráveis a muitos problemas. Isso foi confirmado pelo Senhor Jesus quando afirmou que "há joio no meio do trigo". 

Quero aqui abordar sobre dois problemas comuns em muitas congregações cristãs. O problema do legalismo e o problema da libertinagem. Dois problemas diferentes um do outro, mas que o mesmo tempo são interligados. Vi várias vezes alguns cristãos serem injustamente taxados de legalistas por alguns, como também eu mesmo passei por isso ao manifestar descontentamento com algumas práticas inconvenientes “comuns” em algumas comunidades evangélicas.  

Vejamos e analizemos algumas questões sobre a temática "legalismo e libertinagem"

1.       O real significado de legalismo: Legalismo é o ato de inventar pré-requisitos para salvação, sem nenhuma base bíblica. Legalismo também significa impor fardos religiosos sem sentido sobre a vida de uma pessoa.

O professor James Packer , em seu livro “Teologia Concisa” afirma sabiamente: “Qualquer acréscimo que requeira de nós uma tomada de ação para acrescentar algo ao que Cristo nos deu é um retorno ao legalismo e, de fato, um insulto a Cristo.”  John Hendryx  também define o legalismo de forma  interessante: “Qualquer tentativa de apoiar-se no esforço próprio para obter ou manter nossa justificação diante de Deus é legalismo.

2.       O que não é legalismo: Muitos infelizmente confundem zelo e disciplina com legalismo. A bíblia ressalta a necessidade da disciplina em todas as áreas de nossas vidas. Ninguém vence uma batalha ou alcança seus objetivos sem disciplina. Na vida cristã e no funcionamento ministerial da igreja é da mesma forma: Sem disciplina as coisas ficam bagunçadas.

Todos sabemos que as comunidades cristãs são compostas por pessoas imperfeitas e pecadoras, entretanto Cristo nos exortou a lutar pelo aperfeiçoamento e rejeitar a libertinagem. É aí que entra a disciplina cristã.  Cristo afirmou:

“Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir , ganhastes a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentil e publicano.” (Mateus 18.15-17)

Já Paulo diz:

“Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epistola, notai-o; nem vos associeis com eles, para que este fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão.” (2ª Tessalonicences 3. 14 e 15)


Sem zelo e sem censura em determinadas ocasiões nenhuma igreja pode está bem ajustada aos planos de Deus. Enquanto a igreja for composta por seres humanos ela carecerá de orientação e cuidados constantes.  O zelo é indispensável, sem ele nos afastamos das exigências éticas bíblicas, da pureza espiritual e até mesmo do amor.

3.       Exemplos de autêntico legalismo: No Novo Testamento encontramos um caso interessante de legalismo. O evangelho de São Mateus relata Jesus criticando fortemente alguns líderes Judeus que impunham sobre a população ritos e práticas religiosas vazias e prejudiciais para alma:

“...Amarram fardos pesados e os põem nas costas dos outros, mas eles mesmos não os ajudam, nem ao menos com um dedo, a carregar esses fardos.(...) Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês fecham a porta do Reino do Céu para os outros, mas vocês mesmos não entram, nem deixam que entrem os que estão querendo entrar. (...) Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês atravessam os mares e viajam por todas as terras a fim de procurar converter uma pessoa para a sua religião. E, quando conseguem, tornam essa pessoa duas vezes mais merecedora do inferno do que vocês mesmos.(...) Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês lavam o copo e o prato por fora, mas por dentro estes estão cheios de coisas que vocês conseguiram pela violência e pela ganância. Fariseu cego! Lave primeiro o copo por dentro, e então a parte de fora também ficará limpa!
Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês são como túmulos pintados de branco, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de podridão. Por fora vocês parecem boas pessoas, mas por dentro estão cheios de mentiras e pecados.” (Mateus capitulo 23)

Os fariseus do tempo de Cristo são exemplo de praticantes de legalismo. Eles eram meramente formalistas,  muitos inclusive valorizavam fundamentalmente a aparência da ação e negligenciavam motivos e propósitos.  O legalista tende a reduzir  a vida à guarda mecânica de regras.

Nos dias de hoje o legalismo virou algo muito presente no meio evangélico, especialmente no Brasil, um país muito marcado pelo formalismo e tradicionalismo. Existem aqueles que afirmam  que uma mulher ao aceitar Jesus precisa passar a usar apenas saia ou deixar de usar esmalte nas unhas; também existem aqueles que erroneamente afirmam que um cristão verdadeiro não pode tomar nenhum gole de bebida alcoólica pois esta seria intocável para um servo de Deus (é claro que o problema esta em se embriagar ou digeri-la na presença de irmãos de fé frágil). Existe inclusive alguns que afirmam que o cristão não pode assistir uma boa partida de futebol ou torcer para o time de sua cidade conquistar o campeonato regional. Existe legalismo de várias formas, desde o proibir um convertido a escutar uma bela música de Toquinho ou Andrea Bocelli até o ato de impedir uma pessoa de participar de um culto por estar de bermudão.

4.       Exemplos de zelo cristão erroneamente confundidos com práticas legalistas: Infelizmente muitos ao combater práticas negativas e libertinagens no meio evangélico acabam sendo taxados de legalistas. Mas independente do que alguns pensam acerca da disciplina eclesiástica precisamos valoriza-la, pois como vimos ela é fundamental. 
Um exemplo de zelo confundido com legalismo que aconteceu na minha própria vida ocorreu no verão de 2009, durante um acampamento para adolescentes. Na ocasião o pastor responsável pelo evento ao cantar uma música no auditório pediu para que a banda tocasse um pagode, o problema começou quando ele decidiu rebolar semelhantemente àqueles cantores do carnaval baiano em cima de um trio elétrico. Logo após ele chamou mais alguns lideres para dançarem e “requebrarem” com ele e aquela ocasião transformou-se em um autêntico bloco carnavalesco, faltando apenas o abadá. Ao termino da “quebradeira” questionei o “pastor swingueiro” acerca da conveniência do ocorrido e ele simplesmente afirmou ofendido: “O que fizemos foi para chamar a atenção dos não-convertidos e quebrar o gelo. Você parece que não sabe discernir isso. Não seja radical Helton!”. Me arrependo de não ter até hoje respondido: “Desde quando precisamos da ajuda do Diabo para evangelizar e fazer a obra de Deus?”

É triste saber que métodos perigosos tem sido usados por muitas igrejas afim de multiplicar a quantidade de evangélicos. Pior saber que realmente cresce rapidamente o numero de membros de muitas dessas igrejas.  Pena que nem todos percebem que esse tipo de crescimento é semelhante ao crescimento de um frango de granja, cujo desenvolvimento é forçado por hormônios injetados, mas em contrapartida o sabor desta carne é bem inferior ao do frango de criação, com desenvolvimento natural.

São muitos os casos: Alguns seguidores de Jesus são criticados por afirmarem ser contra determinadas danças sensuais, outros são taxados por não aprovarem a participação de crentes em esportes violentos ou em grupos musicais cujas letras desrespeitam a Deus e ao próprio homem,outros são tidos como radicais ao afirmarem que não convem ao cristão assistir filmes de terror, e assim vai...

Não podemos nos conformar com práticas erradas no meio cristão, precisamos mostrar o que a Bíblia diz, independente da perseguição que podemos sofrer.

Para encerrar: O que será pior, o legalismo ou a libertinagem?
Não sei ainda, mas podemos ter a certeza que ambos precisam ser combatidos de forma inteligente. Alguém certa vez disse: “quando um erro é insistentemente repetido várias vezes seguidas ele tende a deixar de ser considerado um erro”.  Se não prezarmos pela integridade do nosso cristianismo teremos nossa integridade em crise.
Por rejeitarem o amor e a simplicidade muitas igrejas tem se tornado meras salas de aula monótonas e com professores monótonos ou simples postos de desencargo de consciência. Por rejeitarem o zelo, muitas igrejas tem se tornado meros clubes sociais ou meros teatros e casas de show.




O Senhor nos fortaleça integralmente, em nome de Jesus!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

15 TIPOS DE PASTORES QUE NÃO QUERO TER


  1. O Pastor que supervaloriza a quantidade numérica ao ponto de negligenciar a busca pela qualidade de seu rebanho.
  2. O pastor que não gosta de ler ou buscar atualizar-se.
  3. O pastor que pouco prega sermões bíblicos, e em suas mensagens capricha em assuntos sem muito proveito espiritual.
  4. O pastor que possui mau testemunho fora da Igreja.
  5. O Pastor que conserva conscientemente “panelinhas” em seu rebanho. 
  6. O pastor que não valoriza a Juventude.
  7. O Pastor ultra-formal.
  8. O Pastor arrogante, chato e soberbo.
  9. O pastor que não dá suporte aos vocacionados.
  10. O pastor que gosta de fazer tudo apenas do seu próprio jeito, desprezando a opinião do rebanho.
  11. O pastor denominacionista, que é aquele que não se relaciona com pastores de outras denominações.
  12. O pastor que ora pouco.
  13. O pastor que não tem visão de missão integral, negligenciando a ação social.
  14. O pastor que desvaloriza a prática dos dons espirituais.
  15. O pastor que fala muito em dinheiro

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal 2011

RELEMBRANDO O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL

O natal é uma data bonita? Eu diria que é e não é. Mas deixe-me explicar.

Antes de qualquer coisa precisamos relembrar qual o verdadeiro sentido do natal. Então vejamos: O verdadeiro natal é simplesmente a festa em comemoração ao nascimento de Jesus, o messias, aquele que veio falar coisas inigualáveis, aquele que morreu de forma humilhante como sacrifício pelos nossos pecados e assim quitar nossa dívida para com o Deus Pai. Poucos entendem bem quem Jesus é, e o que seu nascimento significa, porém quem realmente entende isso com clareza sabe como essa data deve ser comemorada, que é de forma que possamos homenagear o Salvador, festejando de forma cristocêntrica.

A maioria das pessoas não festejam o natal da forma certa, pois praticamente tiram o verdadeiro aniversariante do centro e colocam uma figura muito estranha no lugar. Tiram Jesus e colocam a figura mitológica de “Papai Noel”. Sem falar na grande massa dos comerciantes que estão preocupados em faturar, independente de como for. Aliás, a Coca-Cola, há décadas, é a principal responsável pelo Marketing em prol da figura do “bom velhinho”, seu principal garoto propaganda.

 Se o natal for festejado da forma correta, focando em Jesus e de forma a praticar com mais intensidade os princípios cristãos (como a alegria, a ação social e a amizade) aí sim teremos uma data realmente bonita. Porém se não fizermos isso e além do mais comemorarmos de forma que desrespeitemos o verdadeiro aniversariante poderemos ter certeza que essa festa não valera à pena.

Que esse momento seja festejado sem desunião, sem embriaguez, sem violência e sem mediocridade. Que nesse natal você possa se alegrar e contribuir consideravelmente com a alegria de muitas pessoas. Que nesse natal você possa pensar sobre sua vida, praticar a fraternidade, escutar mais a voz de Deus, ser instrumento nas mãos do Senhor e lembrar e homenagear o Salvador. Que nesse natal você seja muito abençoado!

DESEJO-LHE UM AUTÊNTICO NATAL FELIZ!

HELTON DE ASSIS

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Minha Opinião... O Profeta Jonas e o Grande Peixe - Narrativa Histórica ou Mitológica?


No Antigo Testamento, podemos ler a história de um profeta que ficou bastante famoso por sua teimosia e pela nada agradável situação ao qual se encontrou. Estou falando do Profeta Jonas, um galileu que viveu no século VIII a.C.


 No livro que leva o seu nome esta registrado que Jonas foi chamado por Deus para convocar o povo de Nínive (Capital da Assíria) para o arrependimento, pois sua maldade era grande. A Assíria era bastante conhecida por sua crueldade para com os países inimigos (que aliás eram muitos). Para você ter idéia da tamanha brutalidade deste povo basta eu citar a prática de fazer pirâmides com cabeças ou de arrancar os olhos de prisioneiros. Comumente os Assírios crucificavam seus inimigos ou os esfolavam vivos.
Apesar de terem sido conhecidos como um povo culto na antiguidade  eles eram bastante conhecidos por sua crueldade.

Jonas em vez de pegar o caminho para Nínive deslocou-se em direção a Társis, localizada onde hoje é a região da Espanha. Jonas não queria atender o chamado Divino. Provavelmente por medo. Ele pegou um Barco e durante a viagem sofreu com a fúria de uma tempestade mediterrânea.

Resumidamente, após muita desconfiança os marinheiros perceberam que ele era a causa daquela maldição que estava sobre os que viajavam naquele barco preste a naufragar, então o jogaram no mar, onde foi engolido por um grande peixe e passou três dias e três noites dentro deste. 


Perante esta narrativa de que Jonas teria passado três dias dentro de um -segundo a Bíblia- grande peixe, me lembro de afirmações por parte de amigos céticos de que este episódio seria apenas uma “lenda” ou resultado de mitologia Judaica. Não sei se você pensa assim, porém acredito plenamente na literalidade deste episódio.

Qual o problema de acreditar na literalidade desta história?

Segundo os que não pensam como eu o maior problema estaria no fato da baleia possuir um ventre bastante estreito sendo impossivel de abrigar um ser humano. Sem falar que para eles três dias é um tempo absurdo, sendo impossivel a sobrivência numa situação dessa.

Em meio as afirmações contrárias gostaria de citar duas possibilidades:


Primeiro:  O fato de existir uma espécie de baleia típica da região mediterrânea que possui capacidade de levar um homem dentro de si.  É o caso da Baleia Cachalote, o maior mamífero com dentes que se conhece, vivo ou extinto. Sabe-se do relato de um marinheiro que teria sido salvo por uma Cachalote  perto das ilhas Malvinas durante a Primeira Guerra Mundial, de forma semelhante ao de Jonas.
Comparação de tamanho com um humano médio
Comparação com o tamanho de um ser humano

Segundo: Outra explicação diz respeito ao fato de a Bíblia não dizer que foi uma Baleia. Mas sim um “Grande Peixe”. Poderia ter sido uma espécie aquática extinta. o conhecimento que o homem tem das criaturas que habitam os mares e oceanos é bastante incompleto. A revista Scientific American (setembro de 1969, p. 162) comentou: “Como se deu no passado, maior exploração do domínio abissal sem dúvida revelará criaturas ainda não descritas, inclusive membros de grupos que há muito se considerava extintos.” 
Recentemente a revista Galileu publicou uma reportagem sobre uma expedição cientifica que passou 42 dias nas filipinas e catalogou 300 novas espécies de seres vivos que até então não eram conhecidos.
 "Na mais longa campanha exploratória da entidade foram descobertos lesmas do mar, tubarões e novos corais. Os cientistas ficaram apenas na maior ilha filipina, Luzon – o país conta com mais de 7 mil ilhas." Diz a reportagem que você pode conferir acessando http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI245670-17770,00-EXPEDICAO+NAS+FILIPINAS+REVELA+ESPECIES+DESCONHECIDAS.html

Não acredito que a Bíblia seja apenas mais um livro religioso em meio a tantos outros. Creio racionalmente que ela é um livro histórico altamente confiável. Discordo de qualquer afirmação contrária a sua inspiração Divina, como também não creio que ela teve seu conteúdo corrompido através dos séculos. 
De fato a bíblia é realmente incrível.


Em breve estarei escrevendo sobre a crítica textual da Bíblia. Até a próxima.