sexta-feira, 14 de julho de 2017

O PROTESTANTISMO NO BRASIL COLÔNIA


Indio Poti - Considerado por muitos como o
primeiro martír protestante do nordeste brasileiro

A presença dos evangélicos no Brasil remonta o século XVI, quando os huguenotes (calvinistas de origem francesa) chegaram ao Rio de Janeiro com o propósito de ajudar a estabelecer um refúgio para os protestantes perseguidos na França. Todavia estes tiveram problemas com Villegaignon que entrou em conflito com os calvinistas devido a determinados posicionamentos doutrinários, especialmente no que diz respeito a questão dos sacramentos. Ordenados a saírem do Brasil, os colonos reformados embarcaram em um navio de volta para a França. Em meio a excesso de passageiros e pouca comida à bordo, a embarcação começou a afundar quando estavam ainda na altura de Cabo Frio, e assim cinco genebrinos resolveram voltar de bote. Assim que chegaram em terra foram presos: Jean du Bordel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon, André Lafon e Jacques le Balleur. Pressionados por Villegaignon, foram obrigados a professar por escrito sua fé, no prazo de doze horas, respondendo uma série de perguntas que lhes foram entregues. Eles assim o fizeram, e escreveram a primeira confissão de fé protestante das Américas, sabendo que com ela estavam assinando a própria sentença de morte. Essa declaração de fé é conhecida como a ”Confissão de Fé de Guanabara” (1558). Em seguida, os três primeiros foram mortos e Lafon, o único alfaiate da colônia, teve a vida poupada. Balleur fugiu para São Vicente, SP, foi preso e levado para Salvador (1559-67), sendo mais tarde enforcado no Rio de Janeiro, quando os últimos franceses foram expulsos.
Resultado de imagem para RELIGIÃO BRASIL HOLANDES
Mapa do Brasil holandês

Quase 100 anos depois, os holandeses criaram a Companhia das Índias Ocidentais com o objetivo de conquistar e colonizar territórios da Espanha nas Américas, especialmente uma rica região açucareira: o nordeste do Brasil. Em 1624, os holandeses tomaram Salvador, a capital do Brasil, mas foram expulsos no ano seguinte. Finalmente, em 1630 eles tomaram Recife e Olinda e em seguida boa parte do Nordeste, incluindo a Paraíba. Neste período, especialmente durante o governo do conde João Maurício de Nassau-Siegen, que governou esta região entre 1637 a 1644, foi concedida uma boa medida de liberdade religiosa aos residentes católicos e judeus, e a Igreja Reformada da Holanda passa a ser considerada a igreja oficial. Segundo pesquisadores deste período da história brasileira foram criadas no mínimo vinte e duas igrejas locais e congregações, dois presbitérios reformados (o de Pernambuco e o da Paraíba) e até mesmo um sínodo, o Sínodo do Brasil (1642-1646). Mais de cinquenta pastores ou “predicantes” serviram essas comunidades.

A Igreja Reformada realizou uma intensa obra missionária junto aos indígenas. Além de pregação, ensino e beneficência, foi preparado um catecismo na língua nativa. Outros projetos incluíam a tradução da Bíblia e a futura ordenação de pastores indígenas. Em 1654 os holandeses foram expulsos do nordeste, transferindo-se assim para o Caribe.

Segundo a historiadora cearense Jaquelini de Souza a primeira igreja protestante brasileira surge a partir da ocupação holandesa no Nordeste: A Igreja Reformada Potiguara. Esta foi criada por índios potiguaras que foram convertidos por holandeses . Mesmo após a expulsão dos batavos, tais congregações cristãs se expandiram pela Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Perseguidos pelos portugueses tais índios convertidos se refugiaram no Ceará.


Desde então, não se conhece relatos de cultos protestantes no Brasil colonial. Todavia, com a chegada da família real e com a abertura dos portos às nações amigas, as confissões protestantes começaram paulatinamente a chegar ao país. Os Anglicanos chegam em 1811. Há registros que inclusive apontam a presença de anglicanos morando na Paraíba neste período. A Ilha Stuart (localizada no estuário do rio Paraíba) abrigou alguns ingleses anglicanos durante a primeira metade do século XIX.

Em 1824 chegam no Brasil os luteranos, os Congregacionais em 1855, os presbiterianos em 1859, e os batistas em 1871.



Referências bibliográficas

·         Ribeiro, Alvarez Jorge. História da Igreja Presbiteriana na Parahyba. João Pessoa: Fénix, 2003.
·         Souza, Jaquelini. A primeira igreja protestante do Brasil. Higienópoles: Mackenzie, 2013.
·         Matos, Alderi de Souza. História da Evangelização no Brasil. Viçosa: Ultimato, 2003.
·         Blog http://ipjp130anos.blogspot.com.br/   acessado em 17 de fevereiro de 2014, às 17h10min
·         Site http://istoe.com.br/reportagens/328079_OS+PRIMEIROS+PROTES
TANTES+BRASILEIROS acessado em 20 de Janeiro de 2014, às 14h25min
·         Site http://www.monergismo.com/textos/credos/confissao_guanabara.htm acessado em 20 de Janeiro de 2014, às 15h05min

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

AFINAL, QUAIS FORAM OS MAIORES IMPÉRIOS DA HISTÓRIA (EM TERMO DE EXTENSÃO)?

Ao longo da nossa história muitos impérios tem se levantado conquistando territórios de grande extensão. Grandes líderes como Alexandre, César e Gêngis Khan expandiram seus reinados por distâncias espantosas e deixaram suas marcas entre os séculos.

A pergunta aqui feita raramente é respondida corretamente pelos estudiosos. Há uma grande confusão de respostas. A maioria respondem que foi o império Romano ou o Império Macedônico .


Vejamos abaixo quais foram de fato os impérios que atingiram maior extensão territorial durante seus auges:

5º lugar: Califado Omíada

Extensão territorial do Califado Omíada em seu auge

Em sua maior extensão, o Califado Omíada cobria 15 000 000 km², fazendo dele o maior império que o mundo tinha visto até então, e o quinto maior que já existiu. A sede do império se localizava na cidade de Damasco e possuía o Arábe como língua oficial. O islamismo também era a religião oficial do Califado Omíada.
Domo da Rocha, em Jerusalém. Um dos legados arquitetônicos dos Omíadas

Área durante seu ápice: 15.000.000 km²
Existência: 661750 d.C

4º Lugar: Império Espanhol

Domínios espanhóis nas Américas no inicio do século XIX


O Império Espanhol ao longo de sua existência conseguiu estabelecer colonias na Europa, Américas, Ásia, África e até mesmo na Oceania

Desenho representando o encontro dos espanhóis  com os líderes astecas 

Os espanhóis começaram as suas explorações pelo ocidente, com o achamento das Índias Ocidentais por Cristóvão Colombo, em 1492 e iniciaram imediatamente a colonização forçada do continente americano. Em meados do século XVI, a Espanha controlava quase toda a zona costeira das Américas, desde o Alasca à Patagônia, no ocidente, e desde o atual estado norte-americano da Geórgia, toda a América Central e o Caribe até a Argentina – com excepção do Brasil, pertencente a Portugal.

Àrea durante seu ápice: 19.400.000 km²
Existência: 14921898

3º Lugar: Império Russo

Império Russo em 1866


Pedro I, o primeiro imperador da Russia
O terceiro maior império da história foi o império Russo; em 1866, ele era tão grande que se estendia da Europa do Leste, percorria toda a Ásia e chegava à América do Norte: no início do século XIX passou a ser a maior nação do mundo. Nessa mesma época esse império atingiu a marca de 176,4 milhões de súditos do imperador russo, a maior população do mundo na época.  Esta população apresentava grandes disparidades econômicasétnicas e religiosas. Em 1913 a riqueza do império era calculada em 257,7 bilhões de dólares, e seu governo era uma das últimas monarquias absolutistas existentes na Europa. Até a Primeira Guerra Mundial, em1914, a Rússia costumava ser considerada uma das cinco chamadas "Grandes Potências" do continente europeu, com um exército de mais de 5 milhões de homens, o maior do mundo à época.

Área durante seu ápice: 23,7 milhões de KM²
Existência: 17211917

2º lugar: Império Mongol



O principal responsável pela explosão do Império Mongol foi o líder tribal Temudjin, que ficou conhecido como Genghis Khan. Este conquistador unificou muitas tribos ásiaticas que até então viviam em constante guerra.


Durante seu ápice, em 1279, sob o governo de Kublai Khan (neto de Genghis Khan), o Império Mongol se estendia desde o mar do Japão até a Europa Central.

Uma das principais fontes de informação sobre o Império Mongol é o famoso livro "Viagens de Marco Polo".

Área durante seu ápice: 33 milhões de KM²
Existência: 1206 – 1368





1º Lugar: Império Britânico 

Por incrivel que pareça, nenhum império conseguiu atingir uma dominação territorial tão extensa como a que os britânicos atingiram no inicio da década de 1920.  Nessa época  o dominio do Império Britânico atingiu mais de 450 milhões de pessoas, ou seja,  um quarto da população do mundo na época e abrangeu mais de 35 500 000 km2 quase 24% da área total da Terra.

Em todos os continentes a Grã-Bretanha possuía territórios e colonias. Entre as grandes nações que entre o século XIX e XX estavam submetidas aos ingleses podemos destacar: índia, Egito, Australia, Canadá, Nova Zelândia e Africa do Sul. Por seu tamanho e abrangência o referido império recebeu o apelido de "Império onde o sol jamais se põe". Alguns filmes retratam muito bem esse período de apogeu dos britânicos no inicio do século XX, como Lawrence da Arábia e Gandhi. 


Abaixo vemos um GIF da evolução do império Britânico ao longo dos séculos. 


Área durante seu ápice: 35,5 milhões de KM²
Existência: 1583-1997

segunda-feira, 4 de julho de 2016

CONSIDERAÇÕES APÓS PRESENCIAR O DISCURSO PANEGÍRICO DE UM ATEISTA-KAMIKASE-SUPRA-MINCHINIANO CUJO PROJETO DE VIDA É CRIAR UMA BOMBA ATÔMICA INTELECTUAL QUE EXTERMINARÁ DEFINITIVAMENTE A FÉ PRESENTE NOS MEMBROS DA CIVILIZAÇÃO HUMANA DO TERCEIRO MILÊNIO E PROMOVERÁ LIBERTAÇÃO E EVOLUÇÃO ANTROPO-BIO-PSICO-SOCIAL-ESPACIAL-FILOSOFAL PARA TODA SUA PROLE



Pelo jeito existe uma galera que ama um "ateismo modinha" e adora gastar tempo tirando sarro com a fé das outras pessoas. Se acham os atalaias da razão, e no fundo tem seus deuses... e decorar frases de Sthephen Hawkins, Nietzsche, Marx, Frank Zindler torna-se um verdadeiro mantra pra esse pessoal. 
Acreditam inclusive, que combater a religião trará um grande beneficio para civilização, aliás, a religião seria a raiz de todos os males. 
Sem falar que compartilhar postagens da ATEA deve ser um exercício devocional rigorosamente observado...
Caro colega, permita-me dizer uma coisa: 
Ridicularizar a religião dos outros não faz você mais inteligente do que ninguém. 
Todos somos livres para acreditar ou não... O fato de eu acreditar no Criador não me faz superior a você, e vice versa. 
O desenvolvimento de nossa civilização não depende desse seu ateísmo militante... Da mesma forma que nossa história foi maculada pelos absurdos usando o nome de Deus, ela também foi enodoada por inúmeras atrocidades promovidas pelo ateismo de Estado (lembremo-nos de Enver Hoxha na Albânia e Stálin na URSS).
Lembremo-nos que sapiência não se constrói com generalizações e zombaria.