terça-feira, 7 de agosto de 2012

Como estimular a participação dos jovens na vida da Igreja


Nos dias de hoje é bastante comum encontrarmos igrejas onde o numero de jovens é minoria em relação ao total de membros. O fato é que as igrejas evangélicas brasileiras ainda possuem grandes dificuldades se relacionar com essa faixa etária. Essa dificuldade é resultado de vários fatores, entre eles: cerimonialismo eclesiástico exarcebado, falta de contextualidade, ausência de atividades atraentes para esse público, inércia na evangelização, entre outras causas.

Existe um ditado no meio das igrejas que diz: “A igreja só será Jovem quando o jovem for igreja”. Devemos concordar com isso, inclusive ao lembrarmos que o próprio Jesus desenvolveu seu ministério ainda jovem e que muitos personagens bíblicos marcantes se destacaram ainda na juventude, assim como José, Davi, Daniel e Timóteo.  A igreja pode e deve abraçar os Jovens como sendo parte fundamental de si mesma.  Como estimular o engajamento da juventude em nossas igrejas? O que pode ser feito?

Primeiro, é necessário que, tanto os sacerdotes como os leigos, reconheçam que a presença da juventude na igreja tem a ver com a universalidade da igreja. Cristo morreu por todas as raças, línguas, culturas e faixas etárias. Negligenciar a evangelização, discipulado e engajamento dos jovens é uma afronta ao evangelho e a missão integral.

Segundo, deve-se haver uma introspecção por parte da igreja, para que se descubra quais os fatores que tem atrapalhado a participação dos jovens na vida da congregação. Sem um exame coletivo acerca do assunto, a igreja dificilmente descobrirá o que precisa ser melhorado. Em grande  parte dos casos o problema não é com a juventude que não quer vir à igreja, mas sim com a igreja que não quer ir até a juventude.

Terceiro, é necessário que a igreja se esforce em prol de uma contextualização. A falta de contextualização é um problema muito comum nas igrejas evangélicas do Brasil. Isso é o que tem levado muitas congregações a uma mornidão litúrgica e uma monotonia na práxis cristã de seus membros. Sem uma contextualização bíblica a igreja nunca conseguirá se engajar de forma relevante na sociedade. Sem contextualização os jovens dificilmente se sentirão bem no meio eclesiástico, pois assim a visão que eles terão acerca da igreja será bastante limitada ao ritualismo.

Por último, é fundamental que a igreja desenvolva atividades voltadas para o público jovem. Atividades como: evangelização por meio dos esportes, acampamentos, células exclusivas para jovens, teatro, “tela-crente”, cultos com uma liturgia mais dinâmica, palestras sobre assuntos que chamem a atenção desta faixa etária, grupos de dança, entre muitas outras ideias que podem ser colocadas em prática afim de que a presença dos jovens na igreja local seja intensa.

Se a igreja em geral não estiver disposta a encarar os desafios que a evangelização dos jovens apresenta, ela jamais cumprirá corretamente o ide de Jesus de forma bíblica, integral e agradável a Deus. Não devemos menosprezar a juventude, pois Deus ama o jovem da mesma forma que ama a criança, o maduro e o ancião. A juventude talvez seja a melhor fase da vida; fase de disposição, crescimento, alegria e comunhão. E as igrejas precisam bastante dessas qualidades fundamentais para expansão do Reino de Deus aqui na Terra.

2 comentários:

HEnrique disse...

Que Deus continue te abençoando Meu santo .

daniel luiz de frança frança disse...

Maravilhoso artigo... Deus abençoe sua vida helton.