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quinta-feira, 20 de junho de 2013

O QUE PENSO SOBRE A LEGALIZAÇÃO DO CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO AQUI NO BRASIL EM QUATRO COLOCAÇÕES

1.As leis foram feitas para a sociedade, ou foi a sociedade que foi feita para as leis? Como pode o Supremo Tribunal Federal legalizar algo contrário a opinião da maior parte da sociedade brasileira.  A maioria das pesquisas comprovam que a maior parte da sociedade brasileira é contra o casamento gay.  Democracia ainda é uma utopia nesse país, cujas muitas de nossas leis ainda são muito longe das preferências populares.
2. Qual a fundamentação cientifica para argumentar que casamentos entre pessoas do mesmo sexo são equivalentes aos de entre homosexuais? Desde quando existe esse negócio de "familia" homoafetiva? A base da familia é o casal hétero, e não o "casal" homosexual. A própria anatomia humana mostra que casal é um conceito para ser usado entre relacionamento hétero homem é mulher. Desde quando home com homem podem reproduzir? Desde quando existe um "encaixe" sexual para duas mulheres ou dois homens? A própria natureza dá testemunho de que o "casamento" homosexual não pode ser chamado de casamento.
3. Qual a fundamentação constitucional para tal aprovação legal? A constituição fala em casamento hétero, familia formada apartir de casais héteros, e não entre "casais gays".
 4. E é justo o STF aprovar decisões como essa sem querer saber das outras esferas do poder? Sem quer saber do senado e da câmera de deputados? Desde quando somos nós que escolhemos os ministros do STF? ONDE ESTÁ A DEMOCRACIA???

UTILIDADE PÚBLICA: LINHA 5120 - "A LINHA DO ARROXO"

Pra você que vai protestar em prol de um transporte publico de qualidade ficar mais "inspirado",aí vai um pequeno vídeo que filmei dentro de um ônibus 5120 (Valentina/Epitácio, da Empresa São Jorge). A imagem é de cerca de 15 dias atrás, às 19horas. Esta é, infelizmente uma imagem bastante comum, e prometo filmar outras para reforçar nosso material de comprovação da péssima qualidade que é no tramsporte publico da Grande João Pessoa.
Neste caso, um ônibus com capacidade para pouco mais que 30 pessoas empé, estava com aproximadamente 50.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Tá na hora de exorcizar a opressão política


O que vi na Central do Brasil 
No Pavão Pavãozinho, em Padre Miguel 

Eu não vi em outro lugar, fora daqui 
Fora com tanta miséria 
Vou lá espantar o fantasma do caos 
E mandá-lo pra outro lugar 
Pra casa de Apolion 
O que vi no agreste mineiro 
O que vi no sertão, nos ribeirinhos do amazonas 
Extrapolou, extrapolou 



É, é a hora do senado acordar 
É a hora desse povo sacudir 
É a hora da bondade dominar 
É, é a hora de crer mais nos tribunais 
De exorcizar o mofo das prisões 
De ver nossos velhinhos a cantar


Fernanda Brum - Pavão Pavãozinho




É hora do brasileiro ir as ruas e lutar pelos seus direitos. Somos um dos povos mais conformados e medíocres em meio a tanta injustiça politica e opressão. Fazia tempo que eu não via a população unida indo as ruas lutando pelo seus direitos. Infelizmente tenho que dizer que também fazia muito tempo que eu não via o Estado agindo de forma tão repugnante como tenho visto sobre São Paulo.  








Abaixo segue alguns relatos e algumas imagens:


  • Jennifer Oliveira, Juliana Bertolino, Mariana Martins e Giovanna Freitas de Oliveira têm 18 anos e fazem cursinho no Etapa, na Zona Sul. Elas pretendem fazer faculdade de biologia, medicina, engenharia e psicologia, respectivamente. Com outros dois colegas, elas decidiram participar pela primeira vez do ato para dar força ao movimento. O objetivo das adolescentes era mostrar que, apesar de as imagens de confrontos e danos ao patrimônio serem as que mais ganham destaque, a maioria dos manifestantes quer apenas o direito de defender seus direitos em paz. “É a minoria que faz isso [depredar], a maioria não veio para quebrar. Quem critica tem que vir para saber o que está acontecendo”, afirmou Mariana.
  • 'Pagando caro por um serviço ruim': Francisco (nome fictício) mora no Jardim Anhanguera, no extremo Noroeste de São Paulo. Todos os dias, ele pega um ônibus que leva duas horas e meia para chegar até o Centro, onde ele estuda em um cursinho pré-vestibular popular mantido por estudantes da Faculdade de Direito da USP. Filho de servidores da Prefeitura, o jovem que pretende estudar artes cênicas e complementa a renda com bicos de atuação explica que teria uma opção mais rápida: combinando ônibus, trens e metrô, ele chegaria ao seu destino em uma hora e meia. “Mas é mais caro”, contou.

    O jovem de 18 anos decidiu participar do ato com um grupo de amigos do cursinho. Nenhum quis se identificar à reportagem. O estudante, porém, afirmou que estava ali por melhoria na qualidade do transporte. “Não é questão de ser caro, mas é que você está pagando caro por um serviço ruim”, disse ele. Logo no início da caminhada, ele afirmou não temer a repressão policial. “Eu não estou fazendo nada de errado”, disse.
  • 'Você não tem arma para enfrentar PM': Daiane, de 21 anos, e Thomaz, de 23, preferem preservar sua imagem e sobrenome, mas contaram ao G1 o que os levou a participar do ato contra a tarifa. É o primeiro de Thomaz, que estuda artes visuais em uma universidade estadual, mas a amiga Daiana, que faz geografia em uma instituição federal, tem participado de todos.
    “Além da questão do transporte, eu sempre participo de todas as manifestações contra o que não é justo”, explicou Daiane. “O objetivo não é só baixar o preço da passagem para o que era, é para ouvir o que o cidadão tem a dizer. O Estado está representando os empresários”, defendeu Thomaz. Os dois amigos consideram “terrível” a resposta da PM aos atos. “Você não tem arma nenhuma para enfrentar a polícia”, disse a garota.









(Relatos extraídos do G1)


Guardem bem o que digo: Estamos prestes a presenciar um verdadeiro novo "boom" nos movimentos populares de luta pela melhoria social. O caso de São Paulo esta apenas inaugurando uma nova primavera na democracia brasileira. Não ao totalitarismo. Viva la revolucion!


Imagens: Folha Online, Yahoo e Estadão.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

EPIDEMIAS E FOMES NA AFRICA CONTEPORÂNEA


A África é um continente de muitas belezas, entretanto lá ainda estão presentes epidemias assustadoras e fomes frequente como em nenhum outro continente. Esta análise visa abordar especificamente a temática destes dois flagelos que assolam a África de nossos dias, sem partir para outras esferas  que convém ser trabalhadas quando, por exemplo, discutimos esses assuntos em sala de aula. Tal contextualização epistemológica ficará ausente neste espaço, tendo em vista que o foco é voluntariamente limitado.

1.      EPIDEMIAS MAIS COMUNS NA ÁFRICA ATUAL
            Em nenhum lugar do mundo as epidemias são tão intensas como no continente africano. A África é a única região do globo em que as taxas de morte por doenças transmissíveis são maiores que as das não transmissíveis. Segundo dados do relatório de 2012 da Organização Mundial da Saúde, no mundo 65% das mortes tem doenças não transmissíveis como causa. Na África, as doenças mais graves são a AIDS e a Malária. As porcentagens alarmantes de casos de doenças como sarampo, poliomielite e tétano mostram a falta de vacinação e a pobreza da África Subsaariana. 
                                                                    
AIDS
            A taxa de contaminados pelo vírus está diminuindo, e esta aumentando o acesso aos medicamentos que amplia a sobrevida. Na região Subsaariana, esse acesso cresceu 19% apenas entre 2010 e 2011. Mas infelizmente a AIDS continua sendo a principal causa de morte de crianças até os 5 anos de idade no mundo.  
            Dados da Unaids de 2012 mostram que só na África Subsaariana vivem 68, 7% dos 34,2 milhões de pessoas contaminadas pelo HIV em todo mundo (23,5 milhões).  O maior numero de soropositivos do planeta está na África do Sul:  5,6 milhões. Nesse país, a epidemia agravou-se porque o governo demorou para reconhecer sua existência. Contudo em 2007 a nação acelera a distribuição gratuita de medicamentos. Em 2012, o tratamento antirretroviral da África do Sul é o maior do mundo, com mais de 1,7 milhões de pacientes atendidos.  Porém o numero ainda é proporcionalmente pequeno.

            Em Zâmbia, aproximadamente 20% de toda população adulta e jovem encontra-se contaminada com a doença; em Botsuana, cerca de 39% da população entre 15 e 49 anos estão com a doença e em Lesoto e Zimbábue, o percentual é de aproximadamente 20%, esses são dados da OMS (Organização Mundial de Saúde).

               O governo do Quênia, diante do flagelo provocado pela doença, sugeriu de forma ingênua que a população deixasse de fazer sexo por um período de dois anos. Segundo o governo, esse tempo serviria para diminuir a expansão do vírus, já que entre a população de 30 milhões de habitantes, 3 milhões estão infectados.
           
MALÁRIA

            A malária, ou padulismo, é trasmitida pelo mosquito anopheles. A doença matou 596 mil pessoas no continente africano somente em 2010, o que representa 91% dos óbitos mundiais decorridos da doença, a maioria das vítimas são crianças de até 5 anos. A Republica Democrática do Congo tem o mais elevado numero de contaminações , com 731.941 casos confirmados  e 23.476 mortes. No mesmo ano, o Quênia registrou o maior numero de mortos: 26 mil.

TUBERCULOSE

            Embora vivam na África apenas 10% da população do planeta,  cerca de 30% dos casos de tuberculose notificados anualmente provem de lá. Fatores agravantes, como o vírus HIV faz com que portadores do mesmo sejam mais suscetíveis a desenvolver a forma grave da tuberculose, e chegar a óbito muitas vezes.

  O FLAGELO DA FOME

Em nenhuma outra parte do mundo a fome é tão devastadora do que na África. Apesar de uma relativa melhoria na qualidade de vida da população, podemos afirmar que tal quadro ainda é bastante alarmante. Conflitos constantes, condições de clima adversos e as próprias doenças são as principais causas desse problema.

Apesar de petróleo, matérias-primas e bons níveis de crescimento atuais, o continente africano convive com um clima hostil, visível em secas prolongadas em alguns países e chuvas em excesso em outros, tornando muitas zonas do continente dependentes de ajuda externa.
 


Exemplos da fome na África

 A região conhecida como “Chifre da África” (composta por Etiópia, Somália, Quênia, Djibuti e Eritréia),  historicamente, possui a situação mais crítica.  As crises na Etiópia, entre 1983 e 1985, deixaram centenas de milhares de pessoas mortas devido a uma seca prolongada, e, na mesma época, no Sudão, cerca de 250 mil pessoas morreram por falta de alimentos. Mais recentemente, desde 2010, esta região voltou a conviver com uma situação semelhante, todavia ainda mais delicada.

Na Somália a ONU decretou, em 2012, estado extremamente alarmante de fome em seis estados do centro sul da nação. Em novembro, o grupo islâmico radical Al Shabab obstrui a ajuda humanitária e expulsa 16 agencias internacionais das regiões sob o seu controle. Já no Quênia, que convive com a pior seca dos últimos 60 anos, a estimativa da ONU é que 2,2 milhões de pessoas precisem urgentemente de socorro humanitário. O país abriga cerca de 500 mil somalis refugiados da seca e da guerra.

Na Suazilândia, em 2007,  a prolongada seca causa a pior colheita da história do país. A fome ameaça mais de  40% da população, e a ONU pede doação de alimentos. Em Lesoto, a  prolongada escassez de chuvas também afeta a lavoura e agrava o quadro de subnutrição do país. Em setembro de 2012 a ONU estima que 39% da população depende de ajuda humanitária urgentemente. Na Republica Centro Africana, a miséria é tão intensa que, segundo a ONG Médicos sem Fronteiras, as taxas de mortalidade no país beiram uma crise humanitária. A expectativa de vida é de, em média, 48 anos.

  PROBLEMAS RELACIONADOS À ESCASSEZ DE ÁGUA E SANEAMENTO

           Muitas das doenças que afligem o continente poderiam ser reduzidas com melhores condições sanitárias, já que mais de 40% dos africanos não dispõe de água potável e condições sanitárias adequadas.

            Na África, a capacidade de armazenamento de água é aproximadamente cem vezes inferior ao conseguido na Europa e na América, o que fragiliza os países em termos de desenvolvimento social e econômico e diante de catástrofes meteorológicas. Apesar do continente africano abrigar mais de 60% das bacias hidrográficas, a falta de cooperação limita o aproveitamento.

            Segundo a OMS e a Unicef, todos os dias morrem cerca de 4.500 crianças no mundo devido à falta de acesso a água potável e à ausência de saneamento básico, que causam diarreias e doenças infecciosas. A situação mais grave é, mais uma vez, na África Subsaariana, onde apenas 56% da população tem acesso a água potável e 37% a condições de saneamento, segundo as duas entidades.

  CONSIDERAÇÕES FINAIS

As epidemias e a fome na África não são coisas do passado. Números da ONU indicam que atualmente 200 milhões de africanos sofrem com a miséria extrema e estão na África 16 dos 18 países pior alimentados do mundo. Cheias, secas, erosão do solo, falta de meios e de técnicas (três quartos das terras são cultivadas sem fertilizantes e sementes melhoradas), mas também instabilidade política e conflitos (e a consequente fuga da população) levam às constantes crises humanitárias, ainda que todos os relatórios internacionais indiquem hoje um aceleramento da economia africana.

É triste saber que a grande maioria dos cidadãos ocidentais, raramente pensam na possibilidade de contribuir, diretamente ou indiretamente, para o combate à miséria no continente africano. Para quem está ansioso em  ajudar não faltam boas opções: temos instituições respeitadíssimas, como é o caso da World Vision, Médicos sem Fronteiras e UNESCO. Todavia, se nesse lado do planeta poucos são aqueles que se engajam pelo bem de suas próprias localidades, dificilmente veremos um bom numero daqueles que se importarão com o deslembrado continente africano. Sair da zona de conforto ainda é uma opção subversiva para maioria. 
 
  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Ø  pt.wikipedia.com/africa
Ø  http://saude.hsw.uol.com.br/dez-piores-epidemias.htm
Ø  http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/epidemias.htm
Ø  http://www.mundovestibular.com.br/articles/376/1/EPIDEMIAS
Ø  Almanaque Abril 2013. São Paulo: Abril, 2013.